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    O Mythos - O Fim do Mundo é logo ali

    M.R.Terci

    Amazon
    2016
    285 páginas
    9h 30m
    ISBN-10: B01M0BK48R
    Português Brasileiro
    4.9
    19 avaliações
    Leram17Lendo3Querem6Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos14Desejados6Avaliaram19

    "Os gringos tiraram as divindades do próprio quintal e trouxeram seus ídolos, seus mártires crucificados, seus santos imolados, seus caras orelhudos e seus lances de macumba para dentro dos santuários e dos locais de adoração e poder dos Antigos Deuses Brasileiros. Essa terra já foi Deles e, pelo visto, voltou a ser." Tudo começou com sangue e, assim, deve terminar. O detetive P. Pastore, vulgo Pastor, é um profissional de reputação duvidosa, conhecido por trabalhar para gente da pior espécie na Cidade Baixa. Quem o conhece de perto, sabe que o melhor a fazer é se afastar, sair do caminho desse toxicomaníaco com sérios problemas psicológicos, um homem sem esperanças a meio caminho do suicídio que vê, ouve e sente coisas que só existem nos limites de sua delirante percepção. Quando uma misteriosa funcionária da embaixada russa o contrata para encontrar sua protegida, a filha do embaixador, tudo muda. Para pior. Seguindo suas pistas, numa infindável trama mitológica, Pastor enlouquece de vez e executa a garota na Baía das Águas Claras. Preso em flagrante, o detetive é conduzido ao Distrito Amarelo. Agora Pastore tem apenas uma noite para convencer os investigadores de que o melhor que todos têm a fazer é encomendar a alma a Deus e jogar roleta russa na sala de interrogatórios. Uma visão contemporânea e insanamente desapiedada sobre a mitologia desenvolvida por Monteiro Lobato. Uma história negra, com um crescendo de loucura e perversidade que conduzem o leitor ao clímax diabolicamente inusitado. Bem-vindos a esta viagem alucinante às raízes folclore brasileiro, numa dramática infusão da beberagem do horror cósmico com 100% malte de divindades brasileiras. O Mythos é recomendado para os doentes da razão e os degenerados do espírito. LEIA SEM MODERAÇÃO. Persistindo os sintomas, um xamã devera ser consultado.

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    Francine Porfirio picture
    Francine Porfirio17/12/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Agora, O Mythos voltou. Não, ele nunca foi embora.

    Há enredos inovadores, ousados e envolventes. Mas nunca conheci nenhum que sequer se aproximasse desse. O Mythos – O fim do mundo é logo ali está além de qualquer imaginação, com exceção da criatividade singular de seu autor. Nosso protagonista não é jovem. Sua experiência já se revela em um corpo físico cansado, mas duro na queda. Pastore é seu sobrenome, vulgarmente chamado de Pastor. Logo no início percebemos que o povo o odeia, a polícia também. Ele acaba de ser detido e prestará depoimento. Está sendo acusado de ser o sanguinário Homem de Palha, assassino que gosta de estripar suas vítimas. Pastore não é santo, logo notamos. Mas ele também não costuma levar crédito pelo que não fez. Ele não é o Homem de Palha. O problema é que sua ficha está longe de ser limpa. E, claro, ele é um poço de informação para a polícia. Pastore é um ex-militar que atua, agora, como detetive. Mas nem tudo o que diz faz sentido. Calma, eu explico: Pastore carrega um dom (ou talvez uma maldição). Ele vê fantasmas. Os espíritos descarnados não são belos, tampouco permanecem eloquentes quando presos no mundo dos vivos. Logo, Pastore leva uma vida de grande dificuldade. Com esse dom, resolve casos complexos. Igualmente, no entanto, acaba por se envolver em situações bizarras. E isso nos leva ao enredo de O Mythos. O crime... Em Taubaté, mais de quarenta crianças desapareceram numa excursão ao museu Monteiro Lobato. O sequestro... A jovem filha de um importante embaixador foi sequestrada. O mistério... Aparições estranhas e mortes violentas estão ocorrendo. O mal... Eles, eles estão vindo. Eles vêm para assumir o lugar que lhes pertence. Eles estão irritados e muito famintos por almas e devotos. Eles sentem ódio porque nós (você, eu, todos) ousamos esquecê-los. Eles são os Deuses Brasileiros. Essa terra que agora pisamos era Deles muito antes de o cristianismo ou qualquer outra religião influenciar nossa cultura. Nosso povo ancestral os idolatrava e respeitava antes de ser subjugado e catequizado. E, assim, os Deuses Brasileiros silenciaram, adormeceram, mantiveram-se à espera. Agora, O Mythos voltou. Não, ele nunca foi embora. Através da literatura, manteve-se vivo no imaginário do povo. Tornou-se uma "lenda", um "conto infantil". Nós reduzimos sua importância às imagens míticas do Saci, Boitatá, Cuca, Iara... Nós rimos Deles, brincamos com suas aparências e criamos cantigas com seus nomes. "Nana, neném, que a Cuca vem pegar..." Nunca mais cantarei isso na vida! M. R. Terci ousou trazer elementos de Monteiro Lobato numa releitura provocativa, capaz de nos fazer questionar aspectos antropológicos da nossa cultura. Seu personagem, Pastore, é um dos melhores protagonistas que já conheci. Seu dom de ver fantasmas o destaca, claro, mas até mesmo os conceitos de morte e pós-morte retratados pelo autor foram completamente diferentes do senso comum. Isso o faz narrar os acontecimentos com humor negro, uma dose de realismo irônico e um toque de solidão. O contexto e seu desenvolvimento são alucinantes. A narrativa é em primeira pessoa, intercalando-se entre presente e passado. Vamos entendendo aos poucos o que levou Pastore àquela delegacia, àquele depoimento, àquela situação na qual é odiado pelos policiais e pela comunidade. Por que Pastore se tornou o principal suspeito de crimes tão hediondos? A descoberta impacta, porque (CARAMBA) não é possível prever nada. Não posso deixar de comentar que existe, além de toda a criatividade singular, uma característica que me cativou em O Mythos: o empoderamento feminino. Há duas mulheres fortes que enfrentam as circunstâncias junto com Pastore, e há duas mulheres fortes que atuam como vilãs. Gostei demais disso! Outro ponto alto é o zelo em apresentar nossas tradições religiosas de raiz: a umbanda e o candomblé. ⇒ O enredo intrincado e complexo não é por acaso. O Mythos surgiu, originalmente, como um roteiro escrito especialmente para ser desenvolvido em uma minissérie! Sob os cuidados do diretor Janderson Geison, os episódios serão produzidos pela Estrada films. No próximo ano, teremos novidades! De tudo o que já li, O Mythos ingressou para os meus favoritos com louvor e mérito que, com certeza, não serão dedicados a outra obra tão cedo. Traz um enredo primoroso, que valoriza a nossa cultura literária e religiosa. Monteiro Lobado nos é apresentado sob um ponto de vista completamente inesperado. Vale a pena conferir! Leitura mais que recomendada! Mesmo para quem não gosta do gênero horror, essa é uma dica literária que deveria ser considerada. Resenha publicada no blog My Queen Side:

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    M.R.Terci profile picture

    M.R.Terci

    O enfrentamento da imensidão branca nota biográfica M. R. Terci é escritor, roteirista e poeta. Antes de se dedicar exclusivamente a escrita, foi advogado com especialização em Direito do Trabalho e Direito Internacional. Começou a carreira de escritor em 2004, escreveu centenas de contos e recebeu vários prêmios por suas participações em antologias e concursos de poesia. Nascido em São Paulo, em 1973, este prolífico escritor busca honrar aos Deuses da Criação Literária, devotando-se ao solitário trabalho de traçar destinos através dos meandros do horror sobrenatural. Sua escrita tem como característica a pesquisa histórica, primando sempre pela composição poética de cada parágrafo penejado. Com base em fatos históricos, o escritor substitui os castelos medievais pelos casarões coloniais, as aldeias de camponeses pelas cidadezinhas do interior, os condes pelos coronéis e as superstições por elementos de nosso folclore e crendices populares, verdadeira transposição do gótico para a realidade brasileira. Seus livros não são apenas para os fãs do gênero horror. Seu penejar é para quem aprecia uma narrativa envolvente, centrada na experiência subjetiva dos personagens mediante as possibilidades que o contexto sobrenatural de suas estórias permite. É o criador da série O Bairro da Cripta, composta por contos de terror que colocam os clássicos do terror universal sob o lume dos lampiões de querosene dos sertões paulistanos do século XIX. Os três volumes iniciais da pentalogia, Elegias, Epitáfios e Exéquias, foram publicados pela Editora LP-Books, respectivamente em outubro de 2014, maio de 2015 e junho de 2016. Seguirão, ainda, os Epicédios e as Endechas do Bairro da Cripta. Escreveu a Trilogia Caídos, livro 1 - Abandonai toda Esperança, livro 2 - A Morte Ressuscitada e livro 3 - A Grande Guerra Sombria, cujos romances, sempre prenhes de elementos históricos do período colonial do Brasil, permeia o universo macabro do Trirregno das Areias Eternas e a luta entre as castas e reinos de bruxos, necromantes e magistas. Inicialmente o livro 1 da série foi lançado pela Editora Multifoco, através do Selo Desfecho. Desenvolveu a série de horror histórico os Imperiais de Gran Abuelo – As Crônicas de Pólvora e Sangue e As Crônicas dos Negros Céus. A série que mescla história do Brasil, fantasia e horror apresenta os soldados imperiais treinados pelo General Osório no reinado de Dom Pedro II, às voltas com monstros sobrenaturais libertados pelo caudilho Solano López no desfecho da Guerra do Paraguai. Ao disponibilizar alguns contos de horror em português e inglês pela Amazon, resolveu inovar no formato de publicação de um romance, ao publicar, semanalmente, Os Santos de Colditz, em formato de minissérie de horror em dez episódios que apresentavam o capitão-aviador Garcia e o cabo Franco, soldados brasileiros que lutaram na Segunda Guerra Mundial e que acabaram em um campo de prisioneiros de guerra conhecido como Colditz, no leste da Alemanha. Dado o sucesso alcançado entre os fãs do gênero, A segunda temporada de Os Santos de Colditz já foi concluída e já está integralmente disponível no Kindle Amazon. Finalizou o roteiro de O Mythos, minissérie televisiva de horror em doze insanos episódios envolvendo o folclore brasileiro, Monteiro Lobato e muito sangue. A obra, com produção de Estrada Films e direção de Janderson Geison (Na Carne, Efeito K'var, O Mordomo da Morte e Reviravolta Sangrenta), em breve, vai ao ar no Brasil e no Canadá. O romance O Mythos, em formato e-book, foi disponibilizado na Amazon em outubro de 2016 e concorre ao Prêmio Kindle 2016.

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    São Paulo, Brasil

    M.R.Terci