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    Os Imperiais de Gran Abuelo - Crônicas de Pólvora e Sangue

    M.R.Terci

    Amazon
    2016
    255 páginas
    8h 30m
    ISBN-10: B01JESTVTO
    Português Brasileiro
    4.8
    14 avaliações
    Leram12Lendo1Querem10Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos8Desejados10Avaliaram14

    Em janeiro de 1880, um grupo de soldados imperiais adentrou pelos pântanos que ladeavam a Vila de Nossa Senhora do Belém de Tebraria, antiga sesmaria de Amador Bueno da Veiga, Província de São Paulo. Conduziam, por ermos e sendas de custosa passagem, um caixão coberto com a bandeira do Império. A missão legada a seus sabres: dar cumprimento à derradeira ordem de seu Comandante-em-Chefe, o Legendário Marquês Manuel Luís Osório. Estes imperiais, afamados pela eficiência em combate são os mais temíveis e sanguinários soldados do tal Vale da Sombra da Morte. Festejados por seus feitos e solenizados por suas incontáveis vitórias nas Campanhas das Cordilheiras Paraguaias, em breve, os memoráveis soldados a serviço do Império de Dom Pedro II, encontrarão terríveis e inimagináveis inimigos municiados de dentes ávidos e garras aduncas com muito mais do que podem dar conta. RESENHAS leitura do e-book plataforma KDP: “Eu começo essa resenha manifestando um desejo pessoal: esse livro precisa alcançar o maior número possível de leitores! É uma obra primorosa, que superou minhas expectativas e me fez admirar ainda mais o talento do autor Marcos Terci. Com essa obra, o autor ultrapassou o limite literário do entretenimento e deu ao leitor brasileiro condições de conhecer um pouco mais sobre a história do seu país. É um livro que quero dar aos meus filhos, sobrinhos e netos, pois ultrapassa as barreiras do tempo. Aliás, quero muito que meus amigos, minha família e vocês o leiam. O desfecho foi excepcional e digno dos imperiais. Estou ansiosa pelo volume 2, para conferir quais serão os próximos desafios dessa Legião de Malditos. Não encontrei fragilidades nesse enredo. De gênero horror, é uma distopia que se passa no período imperial no Brasil, altamente recomendada para qualquer leitor. Narrativa que equilibra humor e tensão, personagens que cativam, acontecimentos imprevisíveis, apelo histórico e desenvolvimento complexo. Não faltaram emoção, honra, nobreza e força nessa história.” – My Queen Side – maio/2016 http://www.myqueenside.com.br/2016/04/resenha-141-os-imperiais-de-gran-abuelo.html “Talvez movida pelo espírito de coragem, pela primeira vez fiquei relaxada em um livro do autor; e as peripécias do grupo me arrancaram risos. Rir e relaxar em uma obra do Terci? Achei que seria impossível, pois nas demais precisava tomar relaxante muscular, tamanha era minha tensão.Não se enganem, por favor. Que fique claro que foram em alguns momentos. Apeguei-me por completo com o bando de humanos, e essa foi uma fraqueza. É minha regra pessoal não me apegar com humanos quando se trata de horror. Por falar em horror, ele se manteve clássico e inteligente como sempre. A atmosfera não muda, temos a sensação de estarmos ‘acompanhados’ mesmo nos momentos que ditei como relaxantes. Nada forçado, nada apelativo. Apenas acreditamos naquilo que está escrito, e nossa mente faz o resto.” – Lua Literária – maio/2016 http://lua-literaria.blogspot.com.br/2016/05/resenha-os-imperiais-de-gran-abuelo-m-r.html#.V54FH-grLIU “É uma história incrível, com uma escrita fantástica, aprimorada e totalmente rica em fatos históricos. Desde a primeira página, dá para perceber a riqueza de fontes históricas que autor incluiu na trama. Os personagens são corajosos, marcantes e deixa uma curiosidade para conhecer detalhadamente cada um deles. Principalmente os imperiais que durante o percurso enfrentam batalhas histórias e sobrenaturais. O desfecho é esplêndido, consegue deixar uma ansiedade para ter a continuação e uma enorme curiosa pelo futuro da série. Enfim... Recomendo demais este livro para todos os leitores do gênero suspense e terror, pois é um livro extraordinário, com fatos surpreendentes, que vale muito a pena conferir e ter na estante. Não é exagero, é leitura de qualidade!” – Histórias Existem Para Serem Contadas – abril/2016 http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/2016/04/resenha-os-imperiais-de-gran-abuelo-m-r.html

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    Francine Porfirio picture
    Francine Porfirio31/12/2016Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma distopia que se passa no período imperial no Brasil, altamente recomendada para qualquer leitor.

    Eu começo essa resenha manifestando um desejo pessoal: esse livro precisa alcançar o maior número possível de leitores! É uma obra primorosa, que superou minhas expectativas e me fez admirar ainda mais o talento do autor Marcos Terci. Com essa obra, o autor ultrapassou o limite literário do entretenimento e deu ao leitor brasileiro condições de conhecer um pouco mais sobre a história do seu país. É um livro que quero dar aos meus filhos, sobrinhos e netos, pois ultrapassa as barreiras do tempo. Aliás, quero muito que meus amigos, minha família e vocês o leiam. O livro ainda não foi publicado – o autor está à procura de uma boa oportunidade editorial, e estou na torcida para que receba o prestígio merecido. Dito isso, vamos à resenha. Os Imperiais de Gran Abuelo é narrado em formato de diário por um dos personagens mais leais, corajosos e honrados que já encontrei no mundo literário: Amadeu Carabenieri, também conhecido como Papá. Logo nas primeiras páginas, entendemos que Papá está enfrentando um terrível momento. Acompanhado de valentes soldados imperiais, caminha em direção à cidade de Tebraria (sim, aquela à qual pertence o mal-afamado Bairro da Cripta – série paralela do autor), levando consigo o caixão onde jaz o corpo do Gran Abuelo, o temido Marquês de Erval. Aqui vale um parêntese: Gran Abuelo, compreendido em português como vovozão, é a alcunha dada pelo autor a Manuel Luís Osório, conhecido como Marquês de Erval (ou Herval). O personagem existiu de fato e é patrono da cavalaria do exército. No desenvolvimento da obra, de acordo com a época que o narrador estiver mencionando, Gran Abuelo é referido como Barão de Erval, Visconde de Erval... São títulos nobiliárquicos que Osório recebeu do Império por seus méritos militares. Percebem que a obra, embora fictícia, é rica em história? Impossível não admirar o autor por explorar tal contexto. Voltando à resenha: Gran Abuelo está morto, mas permanece inspirando seus soldados. Papá quer proteger seu corpo de uma entidade maligna, disposta a matar toda criatura em seu caminho. Ela é a Dama da Cripta. Para derrotá-la, Papá precisa enfrentá-la diretamente, com a ajuda de seus leais companheiros de batalha. E aqui notamos a razão do título da obra. Os soldados que seguiam as ordens de Gran Abuelo eram conhecidos como a Legião de Malditos. Isso porque Gran Abuelo não enfrentava apenas inimigos do Império, mas especialmente criaturas sobrenaturais que pudessem ameaçar os interesses do Imperador. Em sua época de glória, Gran Abuelo treinou rigorosamente seus soldados para não temerem ou fugirem diante do perigo. Pensem nos Imperiais de Gran Abuelo como uma força armada especial no combate àquilo que excede a razão, àquilo que vive ou sai das sombras! "Temores? O uniforme imperial não comporta bolso para guardar essas frescuras de político. Os Imperiais de Gran Abuelo tampouco alimentam receios." Papá é o capitão dos Imperiais de Gran Abuelo e carrega nos ombros a responsabilidade por suas vidas. Sendo uma narrativa em formato de diário, somos capazes de entender seus sentimentos mais profundos, escondidos sob a face dura de um líder que não pode demonstrar fraqueza ou hesitação diante dos seus liderados. "– A farda não abafa o homem no peito do soldado." Sob as fardas e as medalhas, há homens que dão suas vidas para que o Império prevaleça. Para a segurança de uma nação que desconhece sua existência e missão. Cada Imperial de Gran Abuelo merecia um livro. São personagens marcantes com suas singularidades e nos conquistam de tal forma durante a leitura que, honestamente, cada página repleta de ação leva-nos a temer sua morte. "– Olhe para mim, garoto! – atropela Medroso. – Um dia tu vais acordar dentro dessas botas sujas e descobrir que és um puta de um desgraçado sanguinário. Com os diabos, garoto! És imperial! Orgulhe-se, porra!" Assim como Papá e Gran Abuelo são alcunhas que revelam suas posições entre os imperiais, cada soldado é conhecido por suas qualidades ou particularidades. Temos Esperto, Pé de Cabra, Matador, Mosquito, Cicatriz, Sorriso, Gancho, Medroso, Doido, Ceroulas, Poncho, Aríete... e muitos outros. Mesmo com a quantidade de personagens apresentados pelo autor, em nenhum momento sentimos a dificuldade de saber quem é quem. Pelo contrário, queremos saber onde estão e como estão se saindo durante suas missões. Infelizmente, o autor não hesitou em trazer a morte como consequência para alguns dos seus personagens – o que partiu meu coração, mas trouxe mais realidade e tensão à narrativa. "O spencer de um imperial está sempre engatilhado." A Dama da Cripta é só o começo! Há muita ação, descrita de forma alucinante e cheia de adrenalina! Nossos imperiais enfrentam guerras históricas, mercenários, monstros sedentos por sangue e destruição... Há um enredo que perdura por toda a obra, ressignificando acontecimentos narrados entre o passado e o presente de Papá. No passado, Gran Abuelo tentou expressar as dificuldades que todos, um dia, enfrentariam. Um mal maior estava para emergir. Papá ainda não compreendia, mas cumpria as ordens de Gran Abuelo mesmo quando pareciam cruéis. Agora, sendo o capitão oficial dessa Legião de Malditos, continua a aprender com seu mentor já falecido através de suas lembranças. Gran Abuelo realmente merece estar no título dessa obra. "A noite se vai, os corpos ficam." Papá, assim como cada imperial dessa história, não se vê como um herói. Ele dedica tudo de si pelo que acredita, pelos valores que deseja proteger, pela humanidade. Não vive de méritos ou medalhas. É também vítima de um sistema monárquico, que ignorava os dissabores das guerras. O Imperador e os políticos não sabiam o que envolvia estar num campo de batalha. Não se importavam com as famílias abandonadas pelos soldados, os negros que eram obrigados a servir ao exército imperial para – se sobrevivessem – voltarem à escravidão, os sonhos jamais realizados por tantos jovens soldados que tiveram suas vidas ceifadas em nome do poder imperial... Nesse livro vemos uma parte da nossa história e imaginamos, mesmo de modo ficcional, o quanto dela foi verdade. O desfecho foi excepcional e digno dos imperiais. Estou ansiosa pelo volume 2, para conferir quais serão os próximos desafios dessa Legião de Malditos. Um dos destaques na obra, em minha opinião, se dá com o personagem Sorriso. Sua história pessoal representa a transição entre a escravidão e a liberdade dos negros. Senti-me comovida ao perceber que, após a abolição da escravatura, tantos negros permaneceram sem condições de usufruir da "liberdade" que lhes foi concedida. O autor foi brilhante ao trazer à tona uma realidade tão forte. Não encontrei fragilidades nesse enredo. De gênero horror, é uma distopia que se passa no período imperial no Brasil, altamente recomendada para qualquer leitor. Narrativa que equilibra humor e tensão, personagens que cativam, acontecimentos imprevisíveis, apelo histórico e desenvolvimento complexo. Não faltaram emoção, honra, nobreza e força nessa história. Vale a pena ler! Ingressou para meus livros favoritos. Resenha publicada no blog My Queen Side:

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    4.8 / 14
    • 5 estrelas86%
    • 4 estrelas14%
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    M.R.Terci profile picture

    M.R.Terci

    O enfrentamento da imensidão branca nota biográfica M. R. Terci é escritor, roteirista e poeta. Antes de se dedicar exclusivamente a escrita, foi advogado com especialização em Direito do Trabalho e Direito Internacional. Começou a carreira de escritor em 2004, escreveu centenas de contos e recebeu vários prêmios por suas participações em antologias e concursos de poesia. Nascido em São Paulo, em 1973, este prolífico escritor busca honrar aos Deuses da Criação Literária, devotando-se ao solitário trabalho de traçar destinos através dos meandros do horror sobrenatural. Sua escrita tem como característica a pesquisa histórica, primando sempre pela composição poética de cada parágrafo penejado. Com base em fatos históricos, o escritor substitui os castelos medievais pelos casarões coloniais, as aldeias de camponeses pelas cidadezinhas do interior, os condes pelos coronéis e as superstições por elementos de nosso folclore e crendices populares, verdadeira transposição do gótico para a realidade brasileira. Seus livros não são apenas para os fãs do gênero horror. Seu penejar é para quem aprecia uma narrativa envolvente, centrada na experiência subjetiva dos personagens mediante as possibilidades que o contexto sobrenatural de suas estórias permite. É o criador da série O Bairro da Cripta, composta por contos de terror que colocam os clássicos do terror universal sob o lume dos lampiões de querosene dos sertões paulistanos do século XIX. Os três volumes iniciais da pentalogia, Elegias, Epitáfios e Exéquias, foram publicados pela Editora LP-Books, respectivamente em outubro de 2014, maio de 2015 e junho de 2016. Seguirão, ainda, os Epicédios e as Endechas do Bairro da Cripta. Escreveu a Trilogia Caídos, livro 1 - Abandonai toda Esperança, livro 2 - A Morte Ressuscitada e livro 3 - A Grande Guerra Sombria, cujos romances, sempre prenhes de elementos históricos do período colonial do Brasil, permeia o universo macabro do Trirregno das Areias Eternas e a luta entre as castas e reinos de bruxos, necromantes e magistas. Inicialmente o livro 1 da série foi lançado pela Editora Multifoco, através do Selo Desfecho. Desenvolveu a série de horror histórico os Imperiais de Gran Abuelo – As Crônicas de Pólvora e Sangue e As Crônicas dos Negros Céus. A série que mescla história do Brasil, fantasia e horror apresenta os soldados imperiais treinados pelo General Osório no reinado de Dom Pedro II, às voltas com monstros sobrenaturais libertados pelo caudilho Solano López no desfecho da Guerra do Paraguai. Ao disponibilizar alguns contos de horror em português e inglês pela Amazon, resolveu inovar no formato de publicação de um romance, ao publicar, semanalmente, Os Santos de Colditz, em formato de minissérie de horror em dez episódios que apresentavam o capitão-aviador Garcia e o cabo Franco, soldados brasileiros que lutaram na Segunda Guerra Mundial e que acabaram em um campo de prisioneiros de guerra conhecido como Colditz, no leste da Alemanha. Dado o sucesso alcançado entre os fãs do gênero, A segunda temporada de Os Santos de Colditz já foi concluída e já está integralmente disponível no Kindle Amazon. Finalizou o roteiro de O Mythos, minissérie televisiva de horror em doze insanos episódios envolvendo o folclore brasileiro, Monteiro Lobato e muito sangue. A obra, com produção de Estrada Films e direção de Janderson Geison (Na Carne, Efeito K'var, O Mordomo da Morte e Reviravolta Sangrenta), em breve, vai ao ar no Brasil e no Canadá. O romance O Mythos, em formato e-book, foi disponibilizado na Amazon em outubro de 2016 e concorre ao Prêmio Kindle 2016.

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