A melhor coisa desse volume é o autor explicar como manter uma série interessante usando os próprios personagens. Este é um volume focado quase 100% no meio editorial, e é muito bom ver a luta do editor como adulto conversando com adolescentes que acreditam saber exatamente o que vai dar certo.
Isso aparece tanto na relação do Hattori com a dupla Ashirogi quanto na do “outro Hattori” com o Niizuma. O primeiro sabe que eles ainda vão mudar de ideia e, como um bom adulto e mentor, permite que cometam erros enquanto evoluem. Já o segundo confia que um garoto sem experiência no meio vai conseguir manter uma série apenas por ser o que todos chamam de “gênio”, e isso acaba se tornando um problema que, de forma quase acidental, vira uma vitória, um grande cair pra cima.
Eiji Niizuma é simplesmente o maioral. Adoro esse doidinho viciado em desenhar que, apesar de tudo, passa muito a vibe de garoto que não toma banho.
Há pouca interação entre os personagens principais, mas acho isso ótimo para mostrar como cada um está tentando melhorar à sua maneira. O Mashiro sentindo ciúmes(ou inveja) do relacionamento do Takagi é algo muito real. Acho que todo mundo já teve um amigo que “sumiu” depois de começar a namorar.
Já o final deixa um gancho muito bom, mostrando que a dupla Ashirogi está em sintonia mesmo depois de passar um tempo mais distante. Fica claro que a ligação dos dois é forte o suficiente para atravessar essas primeiras barreiras. É completamente mangá shonen das ideias.