Ruínas que vão morrendo devagar
É interessante ler uma "obra completa" porque conseguimos percorrer todo o amadurecimento literário do autor. No caso de Bopp, passamos por um sofredor. Que amava, como amava. E na mesma intensidade que amava, sofria. Transcorreu toda sua dor pelo uso de metáforas em mitos importados. Depois bebeu do 22, digeriu a antropofagia e a revista antropofágica. Foi mais pau-brasil que o próprio Macunaíma. Bopp se tornou umas das mais legítimas identidades da poética nacional, visitou os quilombos, bateu tambores e balançou chocalhos. E depois... Quase que completamente esquecido.

