A tinta da melancolia - Uma história cultural da tristeza

    Jean Starobinski

    Companhia das Letras
    2016
    568 páginas
    18h 56m
    ISBN-13: 9788535928242
    Português Brasileiro

    Um poderoso e esclarecedor retrato da melancolia escrito por um dos grandes intelectuais de nosso tempo. Temas relacionados à melancolia são uma constante no pensamento do psiquiatra, crítico literário, linguista e filósofo Jean Starobinski. Ao longo de mais de meio século, ele investigou esse traço do espírito humano com a multiplicidade de enfoques que caracteriza seu trabalho. Da história das doutrinas e dos tratamentos da melancolia a suas aparições na obra de artistas emblemáticos como Cervantes, Baudelaire e Kafka, Starobinski combina rigor e lirismo nesta reunião de ensaios. Analisando a melancolia à luz de diferentes períodos históricos sem deixar de identificar aquilo que lhe é inerente, Starobinski nos oferece um retrato primoroso de uma das manifestações mais complexas da história do pensamento ocidental.

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    @psi.adriana.scarpin28/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Como todo livro que se dispõe a reunir ensaios o resultado geral é desigual, mas sem dúvida há muito mais a ser aproveitado do que descartado aqui. A primeira parte desse livro é a tese de doutoramento do autor feita nos anos 50 do século XX (ele ainda está vivo aos 98 anos de idade), que consiste basicamente em como a melancolia era vista pelas ciências médicas dos gregos até o século XIX pré-Freud. Na segunda parte do livro o autor discursa sobre a importância de Robert Burton no estudo da melancolia, mas Starobinski acaba soando um tanto quanto repetitivo. Na terceira parte o autor discorre sobre um dos braços da melancolia: a nostalgia. Como a nostalgia era originalmente uma condição médica em relação a um local e como a mesma se tornou relacionada à psique em função em função de reminiscências de cuidados maternos até seu sentido literário. Na quarta parte o discorrido é sobre o braço intelectual da melancolia: a ironia, e o faz usando Gozzi, Hoffmann e Kierkegaard. Na quinta parte (e mais enfadonha) há constatações e interligações envolvendo a melancolia em Baudelaire. A sexta e derradeira parte os ensaios se dividem em considerações sobre Cervantes, Staël, Jouve, Caillois e d'Orléans.

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