Bom, por onde começar? Acho que, primeiramente, devo dizer que julgo um último livro de trilogia decente. Poderia ser melhor, mas não arruinou meu humor ou pisou nas minhas expectativas.
Não gostei do final. Meu problema não é com a resolução amarga do conflito, mas com a forma como ela foi tratada.
Algumas das coisas que a Echo fez não parecem se alinhar com a personagem. O trauma do Caius, que supostamente deveria estar bem tangível depois do que ele passou, praticamente não tem espaço. Ele quase parece inabalado; se recuperou rápido demais, fácil demais.
Adoro o relacionamento entre Dorian e Jasper, mas a solução dos problemas que pareciam mantê-los separados foi muito abrupta; não me convenceu que aqueles problemas eram válidos, pra começo de conversa. A Ala sumiu do mapa, só aparecendo pra dar umas informações inteligentes. Ninguém viu muito o que ela andava fazendo, mesmo sendo a responsável por todos os Avicen naquele momento. A Ivy sendo usada mais uma vez como isca pra protagonista, simplesmente como uma carta coringa pra adicionar carga emocional pra história. A atitude da Tanith no final? Jogada demais. Também não comprei.
Mas pra mim o pior foi, no epílogo, como a Echo estava lidando com tudo o que aconteceu. Como se aquilo não fosse definitivo. Quase como se não tivesse ocorrido. *Ah, bom, fazer o quê, né? Vou trazer ele de volta. Porque sim. Porque eu quero.* Sem falar daquele diálogo com o Rowan digno de filme clichê de romance.
Apesar de tudo isso, meu apego fala mais alto. Cresci de muitas formas desde quando conheci esses personagens pela primeira vez. E o senso de fechamento de ciclo é grande demais pra que eu dê uma nota baixa. Mesmo com os problemas que citei, ainda é uma história da qual sempre vou me lembrar com carinho. E penso que merece ser conhecida por mais pessoas.
Termino essa trilogia com gratidão e alegria, acima de tudo. Pelo entretenimento e pela companhia que essas páginas me ofereceram, em tantas ocasiões diferentes, por esses anos.