Apresenta um Chacal extremamente violento e diferenciado.criado por Antônio Ribeiro e desenhado majoritariamente por Jordi, mas também por Antônio Balieiro e Antonino Homobono, sendo que este último ilustrou muitas das capas dos livrinhos lançados pela Editora Vecchi. Foi na editora carioca, a propósito, onde nasceu Tony Carson, criado para suprir as histórias de um personagem italiano da Bonelli Editore chamado Judas, que vinha sendo publicado mensalmente pela Vecchi num gibi estilo “fumettinho” com o título de O Chacal. O material do Judas, entretanto, findou-se no número 16, e a redação da Editora Vecchi se viu obrigada a produzir ela mesma um personagem para substituir aquele da Bonelli (mesmo porque, na época também era lançado outro personagem de autores brasileiros criado para o gênero faroeste, e que obtinha ótimo número de venda nas bancas: Chet, de Wilde Portela e parceiros). Em outubro de 1981, chegava nas bancas o número 17 de O Chacal, apresentando a primeira aventura da série do Tony Carson, o “Chacal brasileiro”, e que reapareceria em pelo menos 11 números seguintes. Muito diferente do Judas, que era um comportado agente da Pinkerton, nosso Tony Carson não tem qualquer traço de bom-mocismo, sendo um bastado sujo e fdp, grosseiro, misógino, bruto, um caçador de recompensas amoral que só pensa em matar os facínoras e torrar o dinheiro da recompensa na jogatina, na bebida e na prostituição. A violência de Tony Carson parece não ter limites (chega até a arrancar um olho de um fora-da-lei, usando um punhal afiado).