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    Contos -

    Eça de Queiroz

    INCM
    2009
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-13: 9789722716185
    Português
    3.5
    2 avaliações
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    A edição crítica deste conjunto de contos de Eça de Queirós, preparada por Marie Hélène Piwnik, incide sobre relatos de dimensão, temática e configuração formal muito diversa, publicados ao longo de praticamente toda a vida literária do escritor. De facto, desde que começou a colaborar na Gazeta de Portugal, em 1866, até à participação na quase luxuosa Revista Moderna, entre 1897 e 1900, Eça cultivou, com regularidade e com admirável mestria, este género narrativo, cuja complexa elaboração nem sempre é devidamente valorizada pela análise e pela história literárias. Do sentido de exigência e do rigor de procedimentos que presidiram a esta edição falam com eloquência os sólidos créditos de Marie-Hélène Piwnik como estudiosa da obra queirosiana e sobretudo como conhecedora profunda dos contos de Eça de Queirós. O facto de ter sido responsável pela edição crítica dos contos póstumos acrescenta crédito científico e metodológico a este volume. Carlos Reis, da Nota prefacial

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    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz