O livro traz 375 ilustrações que o gravurista francês fez do livro na segunda metade do século XIX. Cada imagem vem acompanhada de um fragmento do romance diretamente relacionado à mesma. Quase 150 anos depois de publicar a primeira edição de Dom Quixote com seus desenhos, o artista francês ainda estabeleceu uma marca tão forte em relação ao personagem que os dois são, hoje, indissociáveis. Não é possível mais idealizar outra figura de Dom Quixote senão a de Doré. Talvez seja esse um acontecimento único no mundo da literatura, uma vez que não houve uma composição combinada e os dois autores viveram em tempos diferentes, com dois séculos de diferença. Doré dividiu seu trabalho em três blocos bem distintos: pequenos desenhos de personagens secundários ou mesmo do protagonista, espalhados com recorte no texto; desenhos mais elaborados de cenas da trama e do cotidiano em formato horizontal mediano; e grandes gravuras em pranchas meticulosamente construídas - cerca de uma centena -, sempre com a retratação de alguma cena na qual Dom Quixote aparecia na companhia de seu fiel Sancho Pança ou de outros personagens.

