O presente relatório é resultado do trabalho solicitado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) ao Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres (Neped), do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Intitulado “Abandonados nos desastres: uma análise sociológica de dimensões objetivas e simbólicas de afetação de grupos sociais desabrigados e desalojados”, o documento descreve e analisa a afetação de grupos sociais desabrigados e desalojados em desastres ocorridos no Brasil. O Neped foi convidado por seu acúmulo de conhecimento no tema e pela abordagem sociológica centrada nas pessoas, sendo referência ao mundo acadêmico e também a este Conselho Federal. Pela perspectiva dos danos à saúde mental, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) acredita que as situações de emergências e desastres precisam ser enfrentadas com políticas públicas que contemplem desde a prevenção até o acompanhamento das vítimas dos desastres. Tais políticas públicas, como em todas as outras áreas, devem oferecer e garantir à sociedade brasileira o respeito aos direitos humanos. A não aplicabilidade desses direitos evidencia o distanciamento do poder público em relação às necessidades prementes das populações. O documento apresentado infelizmente traz inúmeros exemplos de situações em que a incapacidade do Estado de formular e implementar políticas leva à omissão do poder público, quando não a ações desastrosas do ponto de vista do atendimento a populações. Portanto, o objetivo deste relatório é incentivar a produção, a sistematização e a difusão do conhecimento para psicólogos e psicólogas que atuem nas situações de emergências e desastres. Além de produzir referências conceituais e metodológicas para a atuação da Psicologia em situações de emergências e desastres, esperamos que este documento sirva como base e referência para acompanharem, intervirem e contribuírem com as políticas públicas. Auguramos pela promoção de Educação permanente e também a promoção do tema na formação acadêmica. Por fim, acreditamos que a articulação com atores sociais potencializa formulação, implantação, monitoramento e avaliação da política pública de defesa civil. Fonte: http://site.cfp.org.br/

