Odeio ler esse tipo de livro mais "acadêmico", mas a linha de raciocínio dele é bem interessante
- Com o enfraquecimento de características do caráter que nos permitem ter laços sociais profundos e duradouros, passamos a cultivar valores de camaleão, valorizando relações sociais imediatistas e superficiais, portanto, desenvolvendo uma sensação de falta de pertencimento e identificação nos meios que frequentamos. - Com as alterações da rotina e valorização da flexibilidade, há também uma falsa sensação de liberdade e autocontrole, levando os indivíduos a um estilo de vida cansativo e, portanto, insatisfatório. Por fim, somando tudo isso à ideia de valorização da tomada de riscos, tratada por Sennett através da história de Rose, temos um ambiente constantemente cercado de incertezas que certamente tornam-se desnorteantes para qualquer um e não melhoram em nada o sentimento de angústia. - Apesar de parecer flexível (novo capitalismo em relação ao antigo capitalismo) e, aparentemente dar mais liberdade aos trabalhadores, só se impôs uma nova forma de controle (menos visível e mais intensa) â falsa sensação de liberdade - mais competitividade e menos cumplicidade = enfraquecimento do caráter - sem confiança, lealdade e compromisso â sem relacionamentos sólidos ("antes ele do que eu") â falsa máscara de cooperação = corrosão do caráter - Separação entre o trabalho e as relações interpessoais; - Mudança no sistema capitalista: - ponto positivo da mudança: valorização do trabalhador e maleabilidade de horários - ponto negativo da mudança: competitividade entre os funcionários (busca pela aprovação e 1º lugar) - A criação de instituições mais flexíveis é uma forma da sociedade amenizar o lado negativo da rotina, porém essa "maleabilidade" gera falsa sensação de liberdade - Características e virtudes vêm sido perdidas devido ao nosso estilo de vida e as relações de trabalho atuais. - Sensação de que o tempo é mais lento (cada vez menos tempo para si mesmo) - Mobilidade de emprego deixa de ser uma oportunidade quando se tem menos e menos vagas (competitividade) - design de sistema com menos trabalhos e mais insegurança 1. Capitalismo Fordista - modelo de gestão hierarquizado - rígido - controle sobre todos os departamentos e indivíduos - séc XX até a crise do petróleo (anos 70) 2. Capitalismo de Acumulação Flexível - Toyotismo - flexível - maior participação dos trabalhadores no processo de produção (os trabalhadores exercem múltiplas funções conforme as necessidades imediatas - *just in time*) - as equipes de trabalho competem entre si como se estivessem cooperando uma com a outra ("*arte de fingir*"â máscaras de cooperação â corrosão de caráter). Senso de comunidade enfraquecido

