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    A Revolução Ignorada - Liberação da mulher, democracia direta e pluralismo radical no Oriente Médio

    David Graeber

    Autonomia Literária
    2016
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788569536079
    Português Brasileiro
    4.4
    136 avaliações
    Leram191Lendo25Querem380Relendo0Abandonos4Resenhas10
    Favoritos13Desejados380Avaliaram136

    Depois da ascensão do Estado Islâmico, o mundo se deu conta que havia mulheres lutando no Curdistão. Muitas pessoas que desconheciam o que se passava nessa região se surpreenderam com o fato das mulheres curdas, numa sociedade vista como conservadora e dominada pelo machismo, estarem derrotando a impiedosa milícia fundamentalista. Os meios de comunicação de massa, e inclusive as revistas de moda, se esforçaram para se apropriar e instrumentalizar a luta legítima dessas mulheres como se fosse um tipo de fantasia sexy ao estilo ocidental. Centraram seus interesses em elementos frívolos e superficiais, como “os milicianos do Califado têm medo das mulheres curdas porque se uma mulher o matar não irão ao Paraíso”. Mas ignoram que há algo além da luta armada neste conflito. O que há é um projeto político de emancipação radical. — Dilar Dirik, curda ativista e PhD na Universidade de Cambridge. Os revolucionários espanhóis pretendiam criar a visão de uma sociedade livre que o mundo inteiro pudesse seguir. Em vez disso, as potências mundiais declararam uma política de “não-intervenção” e mantiveram um rigoroso bloqueio sobre a república, mesmo depois de Hitler e Mussolini, signatários ostensivos do bloqueio, terem começado a fornecer tropas e armas para reforçar o lado fascista. Essa atitude teve como resultado anos de guerra civil, que acabaram na derrota da revolução e em alguns dos massacres mais brutais de um século sangrento. Eu nunca pensei que veria, durante a minha vida, a mesma situação acontecer novamente. Obviamente, nenhum acontecimento histórico se repete, de fato, duas vezes. Há mil diferenças entre o que se passou na Espanha em 1936 e o que está se passando hoje em Rojava, as três províncias de maioria curda do norte da Síria. Mas algumas das semelhanças são tão impactantes, e tão aflitivas, que sinto que fui incumbido (já que cresci em uma família com uma visão política definida pela Revolução Espanhola) de dizer: não podemos deixar que termine da mesma maneira outra vez. Como algo semelhante pode acontecer e ser praticamente ignorado pela comunidade internacional e, inclusive, de forma ampla, pela esquerda internacional? Parece ser, sobretudo, porque o grupo revolucionário de Rojava, o Partido da União Democrática (PYD, na sigla em curdo), age em aliança com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo) turco, um movimento de guerrilha marxista que desde os anos 1970 esteve envolvido em uma longa guerra contra a Turquia. A OTAN, os EUA e a União Europeia o classificam oficialmente como uma organização “terrorista”. Enquanto isso, são frequentemente tachados de stalinistas pela esquerda. Mas, de fato, o próprio PKK não tem mais quase nada que se pareça com o antigo partido leninista verticalizado que um dia havia sido. O PKK declarou que já não quer criar um Estado curdo. Por conta disso, inspirado em parte pela visão do ecologista social e anarquista de Murray Bookchin, adotou a perspectiva do “municipalismo libertário”, pregando entre os curdos a criação de comunidades livres e autônomas, baseadas nos princípios da democracia direta, que iriam juntas além das fronteiras nacionais – as quais, com o tempo, se espera que percam seu significado. Neste sentido, como propuseram, a luta curda poderia se tornar um modelo para um movimento mundial rumo a uma democracia genuína, uma economia cooperativa e a dissolução gradual do Estado-nação burocrático. — David Graeber, antropólogo anarquista e professor no Colégio Goldsmith da Universidade de Londres.

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    Resenhas (10)Ver mais
    Chris Nunes picture
    Chris Nunes19/04/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Leitura enriquecedora

    Pra quem curte história e quer começar a entender um pouco sobre a situação Curda, e os conflitos do oriente médio, é um livro bastante enriquecedor

    7 curtidas

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    David Graeber

    David Graeber foi um ativista anarquista, antropólogo e professor associado de antropologia social, no Colégio Goldsmith da Universidade de Londres. Anteriormente foi professor associado na Universidade de Yale. Graeber participou ativamente em movimentos sociais e políticos. Foi membro do Industrial Workers of the World e fez parte do comitê da Organização Internacional para uma Sociedade Participativa (International Organization for a Participatory Society).

    30 Livros
    14 Seguidores

    David Graeber