Livros de contos chamam a atenção pela praticidade de lê-los. Começam pela metade e vão direto ao ponto. É o que se espera desse tipo de livro. É o que eu esperava também. Mas ao ler a sinopse que dizia: "Pais e filhos, amantes, irmãos e amores eternos... Como simples primeiros encontros, eles podem estar interligados como uma força mágica chamada amor em suas diversas formas! Viaje em seis contos intrigantes sobre o amor." vi que não era igual. Comecei a ler o primeiro conto "Filhos e pais", que termina de uma forma emocionante e reflexiva. Li o segundo, " A dança" um tanto inocente e levemente polêmico. Mas ao ler o terceiro, "ponto de encontro" ,um tanto intrigante e cheio de reviravoltas, comecei a ver tal conexão que mesmo sendo uma história independente, completava uma outra, sem precisar dela. E assim se seguiu com "Espelhos d'água". Já os três atos do romântico "No banco da praia" mexia com os mundos já mostrados e mostravam a mesma história de três pontos de vistas. E como cereja do bolo o suave último conto " Pais e filhos" que amarra os acontecimentos dos contos anteriores.
Pode não ser uma novidade essa forma de contar histórias, contudo o estreante autor consegue contar vários tipos de encontros, seja em primeira ou terceira pessoa, e cada uma com um estilo diferente. O autor ainda não dá uma cronologia aos contos, talvez para mantê-los separados. No final dá um gosto de quero mais.