A Doutrina de Freud - Uma crítica à sua moral

    Pe. Antonio d'Almeida Moraes Junior

    Castela
    2016
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788564734104
    Português Brasileiro

    "Toda filosofia de Freud repousa sobre um erro capital: a negação violenta da espiritualidade (ou seja, da ordem sobrenatural e do fim último do homem — a visão beatifica) e da liberdade, isto é, a faculdade de escolher os meios para alcançar convenientemente o verdadeiro fim que é o Bem último, Deus. "Essa concepção desoladora da nossa natureza espantou, depois, ao próprio Freud, quando seus discípulos a levaram às suas mais tremendas consequências de animalização do homem."

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    Rebecca com dois cês20/04/2024Resenhou um livro
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    O homem de ponta-cabeça

    "Onde há o espírito, não é possível matar a insaciedade com a finitude da matéria" [Capítulo X: Decepção de Freud] Indo além do macaco cego de Schopenhauer, da corda esticada de Nietzsche, Freud dá poder ao homem de ponta-cabeça: não é mais o intelecto que governa o coração e os instintos, mas este último, agora, domina o homem. O Pai da Psicanálise cria uma metodologia para justificar seu próprio comportamento imoral a partir desse sistema anticristão mascarado sob o nome de ciência. Os casos da franco-marciana Helena Smith, o mérito indevido sobre a descoberta do Inconsciente — que já encontrava suas raízes em Santo Agostinho de Hipona — e as dúvidas do próprio Freud sobre sua ciência são grandes marcos da obra, porém imediatamente atrás do forte tapa de Pe. Antônio acerca da questão doutrinária tangente à religião. "Os homens repudiam a Deus porque se julgam, em geral, uns semideuses, e, por um paradoxo incrível, nesse orgulho descomedido, acabam aniquilando a própria grandeza e afirmando-se simples animais sob a escravidão dos instintos mais aviltantes e rasteiros?" [Capítulo XIII: Absurdos da hipótese freudiana da moral] Essa bagunça na vida do próprio Sigmund e de suas vítimas recordou-me a "Aposta de Pascal": o mais inteligente é apostar na existência de Deus, porque se Ele existe, você alcança a Vida Eterna, e se ele não existisse, você teria vivido uma vida moralmente reta. "Há um fenômeno interessante nas doutrinas que procuram a negação de Deus. É a fuga do homem. É a evasão do interior. Jamais o negador de Deus paira e reflete dentro de si mesmo. Parece que o mundo interior é um tumulto de Deus. Há clamores que solicitam a sua presença. Há vácuos que só ele pode encher. Há ascensões insuportáveis. Há gritos de incomensurável que nos impõem a sua necessidade. E o homem que fica dentro de si, mesmo perdidamente anti-humano, há de senti-lo e não logrará a negação pacificadora do eterno e do infinito?" [Capítulo XI: Freud e a religião]

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