Histórias ambientadas em lugares que o suor e o vento grudam na pele]
A Saga do Iconoclasta Zé Ferino, livro brasileiro conta a história de um escritor “perdido” no interior do Brasil enquanto escuta história de uma figura assassina durante os anos que antecederam e sucederam suas matanças, tudo isso em um cenário bem comum da parte mais isolada do Brasil e representada em varias vertentes artísticas, um lugar seco, quente, solitário e vazio.
O livro foi uma grata surpresa, além da escrita ser muito ágil e fluir em um ritmo natural, os personagens são poucos e desenvolvidos muito bem, além disso a história nos instiga a continuar a leitura para sabermos mais sobre aquelas figuras tão marcadas pelo tempo e tão longe, mas tão perto da nossa realidade brasileira, outro destaque muito positivo, é que apesar do curto livre (140 pgs), a história parece um recorte muito bem feito daquele momento da história, por isso em nenhum momento se mostra incompleta.
De pontos mais negativos, cito um que incomodou mais a minha pessoa do que a leitura propriamente dita, a primeira diz respeito ao livro ser curto, não que isso prejudique a história mas impede que muita coisa poderia ser melhor desenvolvida, trabalhada e contada, os personagens são muito vivos e ao final da narração fica aquele gosto de querer mais daquilo, por mais insalubre que fosse.
Em suma, o livro é um ótimo passatempo tanto para amantes do gênero quanto para aqueles que nunca passaram perto, poucos personagens, mas muito bem colocados em um ambiente que como eu disse anteriormente é vivo como seus integrantes e ao final deixa o rosto com aquela fina camada de poeira e suor, que só histórias com intensidade e bem desenvolvidas deixam, além disso a sede de querer saber mais e infelizmente não poder.