George Romero é um autor, diretor e roteirista. Fez diferença. Mas nessa amostra impressa feita de uma exposição realizada na CCBB chega a dar nos nervos. Certo que é uma prática comum de museus, galerias e passarelas produzir materiais físicos para promover. No entanto, cada autor fala mais de si do que do homenageado. Chega a irritar quando eles "falam e falam" e nada concluem. Parece uma eterna bajulação. Sem falar que há alguns erros, já no início da obra, ao falar da cooperação junto de Stephen King, um dos contribuintes da obra fala que a primeira adaptação dos contos foi em 1982 no Creepshow (errado!). A primeira adaptação de Stephen King foi em 1976 com Carrie (escrito em 1974). Dentre isso, eu achei a leitura "enrolada" demais para apenas dizer quais seriam os pontos de crítica social que Romero pontuava em cada uma de suas obras. No lugar disso você tem enrolação. E acabam por manchar o que de fato ele representou. Eu preferia que fizesse uma biografia dele usando a narrativa, do que fazer uma amostra dessa que deve ter sido interessante vê-la no CCBB, mas o material impresso ficou bem aquém e super bajulador (sem falar nada).