As propostas da Democratização das Comunicações, e a subseqüente reivindicação do Movimento social de univesalização dos meios, emergem em um momento de grande velocidade da produção de tecnologia, em que os laços sociais atravessam rapidamente novos fluxos, podendo alienar, capturar e isolar ou, em contraponto, formar redes de atuação e engajamento em causas coletivas. Trazer esta discussão para o campo da Psicologia é propor um cenário de pensamento que promova o entendimento do impacto que a convergência tecnológica traz ao nosso cotidiano, na ausência de um marco regulatório que crie parâmetros a este novo tempo, tendo como uma das graves conseqüências a continuada concentração de propriedade dos meios de comunicação. Neste momento em que especula a entrada no mercado de trabalho brasileiro de rádio e TV, das grandes redes Internacionais de Telecomunicação, nossa questão primeira é de que maneira estas transformações podem influenciar na produção de subjetividade, sabendo que no Brasil, mais de 98% dos lares tem acesso a Rádio e TV. Migrando telefonia, dados, som e vídeo para um mesmo suporte, quer computador ou celular, de que maneira será afetado os modos de existir, a cidadania, a democracia? Diante deste cenário, o Conselho Federal de Psicologia, junto ao Conselho Regional de Psicologia – 5ª Região (Rio de Janeiro) e com o apoio do Conselho Regional de Psicologia – 6ª Região (São Paulo), propuseram discutir em um grande evento as questões da Mídia e da Psicologia. Além de buscar mobilizar a categoria e demais segmentos da sociedade para esta discussão, trazia em seu cerne a proposta de questionar e problematizar a massificação produzida por essas mídias e os efeitos nas formas de subjetividade e coletividade em nosso meio, engrossando a luta pela democratização dos meios de comunicação. Fonte: http://site.cfp.org.br/

