Mapplethorpe: uma Biografia -

    Patricia Morrisroe

    Record
    1996
    476 páginas
    15h 52m
    ISBN-11: 850104430X_
    Português Brasileiro

    Patricia Morrisroe, jornalista do The New York Times, conheceu o fotógrafo Robert Mapplethorpe no começo da década de 80. E foi escolhida pelo próprio para escrever a sua biografia. O resultado é Mapplethorpe, livro assinado por ela, lançado em 1997. Mapplethorpe ficou conhecido mundialmente por ser um artista de extremos. Ele documentou tanto o reduto sadomasoquista de Nova York da década de 70 como fez retratos de amantes, homens negros pelos quais nutria obsessão, celebridades e elaborou extenso ensaio sobre flores. Foi, mesmo quando clicava os assuntos mais chocantes, um fotógrafo que retornou aos conceitos clássicos: formas perfeitas, corpos musculosos, luzes delicadas. No livro, Patricia não foge de nenhuma dessas facetas de Robert - tampouco se fecha em alguma delas. Por meio de entrevistas com familiares, amigos e amantes (além de longas conversas com Mapplethorpe, claro), Patricia passeia pelas fases do trabalho do artista - a melhor forma de contar a vida dele. Mapplethorpe tem 516 páginas e conta com algumas dedicadas à fotografia, tanto as feitas por Mapplethorpe, quanto as que mostram um pouco da vida dele.

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    Carla Maciel31/12/2022Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Mapplethorpe uma pessoa real

    A biografia foi uma leitura, bem fluida para mim. Estou encantada com o trabalho de robert suas fotografias podem ser divididas em suas 4 grandes fases. A primeira fase: fotografia de sexo homoerotico sadomasoquista. Richard é uma foto difícil de olhar ela é o extremo do sexo, em consequência o extremo da humanidade. É minha fase preferida de suas obras pelo simples fato de que essas imagens arrancam o observador da passividade. A segunda fase: às fotografias de flores molestadas, apesar da qualidade técnica destas fotografias e das flores parecerem profanadas não me atrai muito. A terceira fase: o nu negro masculino uma homenagem a humanidade aqueles corpos em nada deixam a desejar de uma escultura grega. A quarta fase: fotografia de esculturas de mármore. A volta definitiva aos clássicos. Agora focando na vida dele ele foi brilhante, cativante, inteligente mas também foi um imbecil, um ser humano ignomioso um péssimo fotografo no sentido de que arrancava a humanidade de seus modelos para os tornar objetos. A autora soube escrever muito bem o livro, ao longo da ' história ' me peguei querendo fazer algumas coisas que Robert fez, e quando ele age como o morta desumano que era parte de sua personalidade vi o erro, problematizei e segui em frente outro autor poderia influir o leitor a julgar o fotógrafo o poderia gerar o cancelamento. Recomendo para quem se interessa por ele de outra forma não vai haver sentido para a leitura.

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