"não há velhice para um espírito como o seu"
O que, de fato, não há, é velhice para as obras do Machado! Em forma de diário, o conselheiro de Aires nos presenteia com a narrativa simples, "casta", rotineira e ordinária da vida de um grupo de pessoas, tudo nos moldes comuns à época, eu adoro ler como era os comportamentos e etiquetas daquela época. Para quem gosta de romance de costumes, é um livro maravilhoso, eu particularmente consegui gostar de cada personagem e entender as particularidades e personalidade de cada um deles. Me deliciei com a ternura da Carmo, com o mistério da Fidélia e da mocidade do Tristão, com as palavras de Rita e com a forma de escrita do conselheiro. Machado é um gênio em nos fazer envolver pela narrativa e embora, não haja nada extraordinário e tudo começou com uma aposta (olha Machado sendo pioneiro em sinopses com apostas), o livro é ótimo demais. 🫶🏼💚

