A etapa final da saga de Artyom pelas linhas subterrâneas do Metrô de Moscou não podia terminar de maneira mais surpreendente e incrível. Metrô 2035, apesar de apresentar algumas pequenas brechas na história que deixa ao leitor inferir, apresenta um incomodado Artyom com a miserável existência humana confinada ao subsolo de Moscou e parte na busca de provas que os moscovitas não estão sós nessa imenso planeta azul. Em meio a sua aventura por diversas estações, Artyom irá novamente (assim como em Metrô 2033), se confrontar com as diversas divisões humanas e disputas ideológicas que se desenrolam abaixo da Necrópole russa. A genialidade da obra, além do surpreendente rumo da história, é como Dmitry Glukhovsky consegue levar ao extremo a natureza violenta, cruel e bestial do ser humano, há passagens incríveis envolvendo o comportamento humano e a tirania que se pode obter perante qualquer ideologia, seja o Quarto Reich Nazista, a Linha Vermelha Comunista ou a Liberal Liga Hanseática (a famosa Hansa); é uma obra indispensável de como mentiras e manipulações estão envoltas na nossa percepção de realidade e escolhas (sejam políticas, religiosas, ideológicas).
Obs: Aqueles que jogaram o game "Metro Exodus", saiba que o livro diverge e muito da história apresentada pela 4A Games, e na verdade pode agir (com as devidas restrições óbvias), a um complemento da história, por isso a leitura é indispensável.