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    Numa Hora Assim Escura - A paixão literária de Caio Fernando Abreu e Hilda Hilst

    Caio Fernando Abreu

    José Olympio
    2016
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8503013002
    Português Brasileiro
    4.4
    78 avaliações
    Leram99Lendo7Querem117Relendo0Abandonos0Resenhas12
    Favoritos13Desejados117Avaliaram78

    A intensa e mística amizade entre Caio Fernando Abreu e Paula Dip fez com que no início de 2010 caísse nas mãos da autora um pacote de cartas que Caio Fernando Abreu enviou a Hilda Hilst, entre os anos de 1971 e 1990. Inéditas, algumas ainda em envelopes selados, escritas à mão em papéis amarelados, devorados por cupins, ou datilografadas, elas estavam com o poeta baiano Antonio Nahud Júnior – que, assim como Caio, viveu na companhia de Hilda na Casa do Sol –, que recebeu de Hilda após uma briga com Caio, quando ela queria queimar tudo para afastá-lo de vez da sua vida. Confessional e íntimo, o conteúdo dessas correspondências revelou a grande amizade e o verdadeiro caso de amor literário entre os dois. Numa hora assim escura é uma reunião de cartas repletas de expressão e a transcrição do laço entre esses dois grandes escritores, que Paula nos apresenta com a sensibilidade de sempre.

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    Resenhas (12)Ver mais
    Isadora Azevedo picture
    Isadora Azevedo15/04/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um livro lindo, lindo, lindo...

    ... mas o que mais poderia se esperar das cartas de Caio Fernando Abreu a Hilda Hilst? "você é a única pessoa a quem eu recorreria numa hora assim escura, e é o que estou fazendo" (P. 75). O livro traz uma coleção de cartas que Hilda, após uma briga feia com o amigo, decidiu destruir. Por sorte, ao invés da fogueira, as cartas acabaram sendo entregues a um amigo (talvez numa representação de apego inconsciente de Hilda, que permaneceu presente na vida de Caio até seus últimos dias). Aparentemente, tudo na relação dos dois era assim, muito intenso e apaixonado. Pra Caio, nada era simplesmente bom ou ruim - era sempre maravilhosíssimo ou terribilíssimo - e, isso, pra mim, é o que há de mais bonito. As cartas são muito bem contextualizadas pela autora do livro. Com isso, conseguimos nos transportar facilmente no tempo e no espaço. Nos pegamos sofrendo e torcendo por fatos já consolidados há décadas. É como se sentir na sombra da famosa figueira centenária da Casa do Sol. Recomendo demais aos fãs de Hilda, Caio, e também aos fãs de uma boa amizade literária. Muito bom!

    36 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 78
    • 5 estrelas51%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas1%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu