Por um lado, há coisas em Siege and Storm que são melhores do que em Shadow and Bone; mas, por outro, há alguns aspectos que pioraram.
O melhor pode ser resumido em dois personagens: Nikolai e Alina.
Por boa parte do livro, eu poderia dizer que o Nikolai é, de longe, o personagem com o melhor desenvolvimento. Sem falar que algumas cenas com ele já me divertiram mais do que Shadow and Bone inteiro. O fato de ele só ter sido apresentado em Siege and Storm e já ser mais desenvolvido que a maioria dos personagens que estão na trilogia desde o primeiro volume já mostra que as habilidades da Leigh melhoraram muito.
Além disso, eu realmente gostei da direção que foi dada para a Alina no final (o Nikolai ainda ocupa o primeiro lugar em termos de desenvolvimento, mas a diferença entre ele e a Alina diminuiu bastante). Talvez eu esteja caindo em uma armadilha (porque os eventos ocorridos no final de Shadow and Bone me fizeram pensar que a Alina teria um desenvolvimento bom desde o início de Siege and Storm, o que definitivamente não aconteceu), mas acho que o volume final vai ser bem interessante para essa personagem.
Por outro lado, boa parte dos personagens que já foram introduzidos no primeiro volume continuam sem muito desenvolvimento. Eu já estou quase rezando por uma redenção da Zoya, porque não aguento mais esse negócio de "a-garota-bonita-e-perfeita-que-odeia-a-protagonista".
Além disso, o ritmo desse livro é ainda pior que o do primeiro. Sim, há o desenvolvimento de algumas intrigas políticas que são melhores do que as de Shadow and Bone, mas, de alguma forma, a narrativa parece ainda mais arrastada. Sem falar que há alguns furos no enredo que são bem difíceis de ignorar.
E o romance nessa trilogia é, no mínimo, um desastre. O meu problema nem é exatamente com o Mal (não vou nem falar sobre o outro "possível interesse romântico" porque, na minha cabeça, ele não é possível interesse romântico coisa nenhuma). Não acho que ele seja tão terrível quanto alguns leitores pensam, e acho que a Alina também errou com ele. O que me incomoda mais é que parece que ele não tem personalidade nenhuma. Parece que a autora só coloca nele as características que são necessárias para mover o enredo para frente.
Sem falar que, para duas pessoas que cresceram juntas, eles são terríveis com comunicação. Acho que muitos diriam que isso seria atribuído à imaturidade e inexperiência, mas esse não é o tipo de imaturidade e inexperiência que eu esperaria de amigos de infância.
[O que vou falar no próximo parágrafo pode ser considerado spoiler, apesar de ser bem vago. Não quis marcar a resenha toda por causa de um parágrafo só, então estou avisando aqui.]
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Por fim, outra coisa que me incomodou é que, até uns 70% do livro, o enredo tem basicamente a mesma estrutura do primeiro livro: Alina está em um lugar; Alina é retirada desse lugar contra a sua vontade em razão de um evento inesperado; Alina viaja para outro lugar; depois de chegar lá, Alina tem que resolver coisas que não parecem tão importantes para o enredo e a narrativa fica mais arrastada; Alina vai a uma festa. E o pior é que o clímax é tão curto que eu não acho que ele compensa essa monotonia toda.