O livro aborda a religiosidade na formação social brasileira, mostrando a forte influência da igreja católica enquanto instituição de poder durante o período colonial onde as normas oficiais fundiram-se rapidamente com as crenças e práticas populares, num intenso movimento de recriação cultural que deixou marcas permanentes na vida do povo brasileiro. A religião e a religiosidade são vistas como expressão cultural de homens e mulheres que em condições específicas, viveram no Brasil colonial. O estudo da religião e da religiosidade é fundamental para a compreensão da história do Brasil, além de ser um tema de grande importância para estudiosos de história de todo o mundo. Aliada ao reino português, a Igreja católica lançou-se à tarefa da colonização do Brasil com tanta eficácia, que se transformou numa das mais sólidas e rígidas instituições do país. Com os jesuítas catequizou e com a Inquisição policiou, mas apesar de sua forte influência, teve de aprender a conviver com outras religiões e com outras formas de religiosidade. Dividir e trocar foram regras impostas pela convivência de séculos entre seres humanos diversos nas suas identidades.

