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    O Livro das Lendas -

    Selma Lagerlöf

    Bibliotex Editor (Diário de Notícias)
    2003
    189 páginas
    6h 18m
    ISBN-10: 8496180301
    Português
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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior06/01/2023Resenhou um livro
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    Resenha cor-de-rosa

    Primeiramente é preciso esclarecer que li esse livro na edição de 1941 da editora Livraria do Globo. Dito isso, “O livro das lendas” é – não se engane – uma coletânea de contos da autora sueca Selma Lagerlöf, inspirados (ou copiados) das narrativas de sua terra natal, aliás, a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Literatura. São oito histórias de fundo francamente cristão (poderia muito bem ser publicado pela Vozes ou pela Paulinas) e com personagens irritantemente idealizados. Para ter uma ideia: em um dos contos, um rei tem sua viagem interrompida e pede abrigo em uma aldeia, onde fica sabendo que há uma mina de prata que não foi explorada por seus habitantes, devido à pureza e bondade desses aldeões; em outro, uma moça se apaixona por um rapaz, que está prometido a uma moça rica e se sacrifica por seu amor (supostamente) impossível; em outro, uma mãe oferece dez anos de sua vida à Morte em troca de dez anos a mais para o Papa moribundo, para que seu filho possa chegar a um cargo mais alto na hierarquia da Igreja; em outro, a história de um músico arrogante tem seu enredo praticamente copiado da clássica história dos sapatinhos vermelhos; em outro, uma floresta encantada refloresce e se torna o Paraíso Perdido na noite de Natal, possibilitando uma narrativa de redenção moralista (algo que transparece em todos os contos)... Enfim, uma mistura de literatura água-com-açúcar com os contos de fadas de Andersen. Pesquisando na internet, descobri o trecho abaixo no site hypescience.com: “Aparentemente, um erro de interpretação dos organizadores fez com que o Nobel de Literatura, entre 1901 e 1912, fosse entregue a autores sem expressão. Segundo a vontade expressa de Alfred Nobel, o fundador, a medalha deveria ir para o escritor que produzisse “no campo da literatura, o mais excelente trabalho de direção ideal”. Quem outorgou os primeiros prêmios, conforme teoria do site americano LiveScience, imaginou que se tratasse de premiar autores com obras idealistas e puras. Por essa razão, autores renomados como James Joyce, Leo Tolstoy, Anton Chekhov, Marcel Proust, Henrik Ibsen e Mark Twain jamais foram lembrados. O motivo? Suas obras eram depressivas e pesadas.” Como dizem os italianos, se non è vero, è ben trovato...

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