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    La Presencia y la Ausencia - Contribuición a la teoría de las representaciones

    Henri Lefebvre

    Fondo de Cultura Económica
    2006
    305 páginas
    10h 10m
    ISBN-10: 9681677013
    Espanhol
    5
    1 avaliação
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    El concepto de representación es uno de los más corrientes y variables, así en el campo de la filosofía y de la estética como en el del lenguaje común. Sin embargo, el autor se pregunta: ¿se trata en verdad y realidad de un concepto?, o dicho de otro modo, ¿hasta dónde es posible formular una teoría de la representación? En pos de una respuesta, este ensayo verifica un análisis sostenido de la trama en que se inscribe este concepto.

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    Caio Lobo30/01/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ah se todo marxista fosse como Lefebvre...

    Marx errou quando falou sobre fetiche da mercadoria, pois focando no processo social do trabalho, Marx joga ao campo da subjetividade tudo o que não está dentro do que considera como “realidade”, e não sendo realidade, então é falsa consciência da realidade, logo é ideologia. Henri Lefebvre, como marxista, tenta ajustar este erro fatal de Marx, pois notou que as subjetividades muitas vezes são mais potentes que as objetividades no cotidiano, sendo a representação não só cópia do mundo real, mas uma construção que envolve a subjetividade, a criatividade e ideias filosóficas dos sujeitos e dos grupos sociais que moldam a realidade. O conceito de ideologia é impreciso em Marx, pois foi reduzido ao "reflexo" das coisas por Engels, e tornou-se de uso abusivo em Lenin. Por ironia o marxismo acabou também sendo chamada de ideologia. Lefebvre dá um exemplo incrível de como a representação se movimenta: o relógio. Mesmo o relógio sendo material, com movimentos físicos, mas a unidade convencional “hora” erve de medição do tempo que não tem divisão, transformando o tempo cíclico e qualitativo em linear homogêneo. O trabalho usa isso transformando tempo em dinheiro e a partir daí se torna base de movimentação de toda a sociedade e também gerando novas representações. Marx não viu que representação está além de imagem materializada, pois a representação também e materializa. O raciocínio abstrato de homogeneização do tempo não tem materialidade, não aparece no mundo sensível, mas mesmo assim movimenta as coisas. Na vida cotidiana, as pessoas mantêm espaços medievais de representações, como céu e inferno, mensageiros abençoados e mediadores celestiais, como anjos e santos, junto com mediadores malditos, como demônios e bruxas. Por exemplo, a figura do anjo da guarda, representando a entidade protetora e guiadora na vida cotidiana de uma pessoa, reflete essa interação entre o espaço sagrado e a experiência individual. Quem nunca teve um “anjo” na vida? A arquitetura das catedrais góticas não apenas servia como local de culto, mas também como uma representação visual da cosmologia cristã, com suas altas torres apontando para o céu e seus vitrais coloridos retratando cenas da vida de Cristo e dos santos. Esses elementos arquitetônicos não apenas inspiravam devoção, mas também transmitiam ensinamentos teológicos de maneira acessível. Mas a representação precisa de outros dois elementos: o representante e o representado. O representado é o objeto pensado ou imaginado; o representante é aquele que dá um sentido, uma imagem, uma explicação sobre o representado; e a representação não é apenas o que surge da relação entre representante e representado, mas é o elo para que os outros dois existam como representante e representado. Isso pode ser aplicado à semiótica, acrescentando algo que lhe falta, além de significado e significante: a significação. Não é um processo dialético, pois os três são simultâneos, e para existir um dos dois termos significa que os outros dois já existem. Lefebvre chama essa relação de tríade, mas poderia muito bem ser chamada, e foi assim chama depois de Lefebvre, de “trialética”. Um exemplo de tríade é o das cores primárias da luz (azul, verde e vermelho), pois se fosse uma relação dialética apenas entre duas cores não haveria diversidade, pois verde e vermelho apenas não poderiam gerar nem verde, amarelo ou branco. Agora a relação entre as três cores-luz gera muitíssimas nuances e a três juntas na mesma proporção geram o branco. Sendo assim, Lefebvre nota várias tríades: Forma, Estrutura, Função; Dogmatismo, Niilismo, Relativismo; Centralidade, Periferia, Mediação; Saber, Ter, Poder... Aqui Lefebvre começa a desconstruir (eu diria destruir) a dialética hegeliana, e o pensamento ocidental que se baseia constantemente nas díades “quente/frio” “homem/mulher”, “sujeito/objeto”... Mas foi justamente Hegel o primeiro a começar a mudar isso, pois sua dialética é de três termos (tese, antítese e síntese), só que o terceiro elemento surge apenas da interação de dois anteriores, diferente da trialética que os três termos são simultâneos e geradores. Mas ainda assim as díades ainda existem em situações: noite e dia, existência e inexistência, ação inação etc. Da mesma há as mônades que não tem antagonismo: a consciência, o cachorro, o cálculo... Da mesma forma podemos expandir. Heidegger enfatiza o quatro, ou seja, uma tetrádica: a Entidade como tal, a estrutura total da Entidade, a Entidade suprema, a não dissimulação da Entidade. Ens, unum, bonum, verum. Ou ser e nada, ser e devir, ser e aparência, ser e pensamento. Voltando à representação... Marx e Freud desenvolvem uma "fenomenologia" do trabalho e do sexo, respectivamente, considerando suas representações e a relação sujeito-objeto, resultando em uma filosofia do trabalho e do trabalhador e uma ética do trabalho de Marx, enquanto Freud também aborda a relação sexual, culminando na questão conflituosa entre trabalho e não trabalho. A liberdade sexual se tornou representação contra o capitalismo, e Lefebvre fala dessa armadilha, pois pode em vez de transformar o mundo, acaba por estagná-lo. Esse é o poder da representação freudiana que alterou a objetividade. Mas e a presença e a ausência? Uma presença pode ser ausente, como a do ente querido falecido. Seria a lembrança e a sensação da presença do falecido ideologia? E uma presença pode ser ausência, muito bem percebido nos tempos de relacionamentos virtuais, que a pessoa como se apresenta virtualmente não tem a mesma realidade quando se apresenta objetivamente. A imagem do artista idealizado no palco não surge diante de seus próximos. Quando Marx achou que as idealizações eram ideologias, fez com que sua própria ideologia perdesse campo de batalha para o inimigo, mas também, como Marx iria falar de valor de coisas subjetivas que não necessitam de trabalho para existirem? E pior ainda, entidades subjetivas muito mais caras às pessoas do que coisas materiais.

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    Henri Lefebvre

    Marxista francês cujo trabalho influenciou profundamente a geografia, a sociologia e a filosofia, realizou estudos sobre o espaço urbano e sobre a teoria marxista, atestando a necessidade do retorno à Marx e entrando em importantes debates ao longo da vida.

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    Henri Lefebvre