HQ publicada pela EBAL em 1955 com a história bíblica de Rute, mas apenas o primeiro dos quatro capítulos.
A adaptação enfatiza a postura decidida de Rute em acompanhar Noemi no regresso para Israel. Noemi havia se estabelecido por alguns anos em Moabe, junto com seu esposo Elimeleque e filhos Malom e Quliom, mas estes morreram por lá e a viúva decide voltar à sua terra Belém da Judeia. Suas noras Orfa e Rute decidem acompanhá-la, porém, são aconselhadas por Noemi para retornarem. É aí que entra a ênfase e grandeza que se quer mostrar na história, expressas nos versículos 16 e 17 do capítulo primeiro de Rute.
A obra tem liberdades que procuram valorizar o drama. No caso, a família é apresentada como se fosse rica e as mortes de Malom e Quiliom ocorrem no estilo de dramalhão mexicano (um estraçalhado por um leão e outro por latrocínio). Esses pontos não existem na Bíblia e foram baseados em exercício de imaginação do autor, mas a mensagem do capítulo permanece inalterada em sua essência.
A entrega e disposição de Rute evoca a fé de Abraão em Gênesis 12:1 e é o que Cristo espera em nós diante de seu chamado em Mateus 11:28 (Vinde a mim...). A voz do Senhor manifesta-se no céu (Salmo 19) e em sua Palavra a nós oportunizada (João 5:39). Quando se dá lugar à sua ação e há entrega, estamos nos passos desses heróis da fé naquilo para que Deus tem nos chamado. Amém!
O livro de Rute não se resume a isso, mas foi o que a HQ procurou destacar.
Nem a publicação finda, pois tem uma segunda HQ de cunho histórico, mas não vou citar muita coisa, pois não tenho domínio nesse conteúdo e limito-me em dizer que fala de uma batalha no século VI entre os ávaros e o Império Romano na Região da Dalmácia.
Curioso também a postura da EBAL. Medo de censura ou oportunismo para se valorizar?
Na época de lançamento da edição os quadrinhos sofriam sérias restrições nos EUA por um psicólogo, que conseguiu transformar em leis de censura suas considerações. Assim, a publicação trouxe o parecer de uma educadora brasileira e dedicou páginas à textos educativos, como biografia de estudiosos e até obra de arte. Oras, a história de Rute é mais do que suficiente e deve ser conhecida por toda a humanidade.