Anarquia (Volume 1) - Três lados para cada história

    Emílio Baracal, Eduardo Vienna, Geanes Holland, Celso Ricardo, Hélio Oliveira, Éder Messias, Leo Rodrigues

    SuperNova Produções
    2015
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Adriana Katsumoto é Anarquia, uma jovem brasileira, descendente de japoneses, que não sabe ao certo que rumo tomar na vida, apenas quer fazer a diferença. Após descobrir que fazia parte de um projeto secreto do governo sem seu consentimento, ela passa a treinar com um ex-membro das Forças Especiais do Exército em busca de sua autonomia. Em pouco tempo, Anarquia se torna um símbolo contra a corrupção e agita os brios da população para que saiam da inércia. Mas talvez seja tarde demais.

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    Diego Queiros13/07/2021Resenhou um livro
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    Review - Anarquia Vol. 1 - Três lados para cada história

    Uma das paradas mais bacanas da CCXP é o Artist's Alley, lá tu tem a oportunidade de encontrar os artistas que você já conhece pela internet e andando por lá corre o risco de encontrar outros artistas sensacionais que você não conhece e de quebra pode comprar em primeira mão prints e HQs e vai por mim, tem muita coisa[*****] sendo produzida que acaba ficando restrito em certos nichos e foi por isso que eu resolvi começar a reler algumas delas e trazer o review pra vocês. Para começar essa série nada melhor do que "Anarquia Vol. 1 Três lados para cada história" um encadernado com os quatro primeiros volumes da HQ que foram publicados online, o quadrinho tem roteiro de Emílio Baraçal e capas de Geanes Holland, José Luís, Bruno Oliveira, Thony Silas e Danilo Beyruth, arte de Eduardo Vienna, Geanes Holand, Celso Ricardo, Hélio Oliveira, Leo Rodrigues e Éder Messias, arte-final de Carlos Eduardo, Denis DYM, Eduardo Vienna, Hélio Oliveira, Mano Araújo e Osvaldo Ferreira, cores de Salvatore Aiala, Thiago Ribeiro, Débora Caritá, Osvaldo Ferreira, Tiago Mariano e Beto Menezes, letras de Gustavo Pinheiro e Deyvison Manes e revisão de Karina Quadrado. Em Anarquia nós somos apresentados a Adriana Katsumoto, uma jovem, filha de militar, que sempre precisou conviver com um certo problemas, em certos momentos ela simplesmente apaga e acorda sem saber o que aconteceu, porém normalmente quando ela acorda ela tem alguns ferimentos e certas manchas de sangue, mesmo com isso ela leva uma vida normal, porém um belo dia um hacker invade seu computador e lhe passa um endereço para que ela descubra toda a verdade, ela então encontra Caolho um cara um tanto quanto estranho que lhe conta que ela é uma das crianças que foram parte de um projeto , projeto esse que foi roubado dos russos e visava criar super soldados, e é por isso que ela tem esses blackouts, sempre que seu chip é ativado ela fica sobre o controle do exército e convenientemente esquece tudo quando o controle acaba, Caolho convence Adriana a descobrir a verdade e tomar o controle de sua vida, mas ao confrontar o exército, seu Pai acaba preso e então a jovem passa por um treinamento intensivo de combate e táticas e adota a identidade de Anarquia, onde decide não só resolver o mistério sobre sua vida, mas também outras injustiças que temos aqui no Brasil. A HQ começa ganhando muitos pontos por estar em casa, os cenários são Santos, São Paulo e Campinas, ou seja tudo aqui no Brasil, o que deixa, nomes, construções e símbolos facilmente reconhecíveis, logo na primeira página temos a policia acordando Adriana e ver a farda, o emblema e a identidade visual da Policia Militar de São Paulo ao invés do clássico uniforme preto da Policia dos EUA, já conta muitos pontos pra mim, por que vamos combinar que não é sempre que a gente vê essa ambientação né? Fora isso, os autores tiveram a coragem de colocar certos nomes e figuras reais na HQ e mesmo com uma mudancinha aqui e ali é facilmente reconhecível e vamos combinar que a HQ faz uma justiça que todo mundo queria ver acontecer, o que já ganha mais pontos ainda. Outra coisa bacana é que cada edição da HQ tem um desenhista diferente e mesmo cada um mantendo o seu estilo a HQ se mantém fiel ao seu core, o que é normal em outras HQs mas foi uma surpresa nessa. O enredo começa BEM clichê, mas é muito bacana como eles conseguiram trabalhar esse clichê de forma a trazer ele pra perto de casa e transformar o clichê em algo muito interessante, eu comecei achando bem morna, mas no final acabei ficando com vontade de ler os outros volumes e ver onde a história vai. Anarquia junta uma arte bacana, com cores fodas e um roteiro que apesar de tropeçar no começo, depois que ganha ritmo vai muito bem e te deixa com vontade de ler mais. A heroína, apesar de seus problemas é forte e decidida e assim como Peter Parker só quer poder viver sua vida normalmente, até mesmo tirar a carteira de motorista é um objetivo para ela e seu uniforme tem uma razão de existir, ele não é colado para sensualizar ela, ele é colado por que faz sentido e fica mais fácil para se mover em combate, tanto que nos momentos em que ela aparece de uniforme os quadros priorizam a cena e não peito e bunda. Sinceramente eu gostei pakas da HQ, mas infelizmente o Vol. 2 ainda não foi lançado, mas ainda não foi descontinuado também, então bora curtir a página dos caras e fazer esse volume 2 rolar, uma heroína[*****] assim não pode ficar só no vol 1 né?

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