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    Love May Fail -

    Matthew Quick

    Picador
    2016
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9781447247548
    4.3
    3 avaliações
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    From the New York Times bestselling author of The Silver Linings Playbook.'Brilliant . . . compulsively readable . . . Love May Fail is as wholly transporting as any cinematic experience' GQPortia Kane has escaped her cheating husband only to find herself back at square one, living with her mum in a place she thought she'd left behind forever. Lost and alone, looking to find the goodness she believes still exists in the world, Portia sets off to save herself by saving someone else - a beloved high school English teacher who has retired after a traumatic incident.Can Chuck, the handsome brother of Portia's old school friend, together with a sassy nun and a metal-head little boy, help Portia's chances in her bid for renewed hope in the human race?Moving and funny, Love May Fail by Matthew Quick is about the heartache and daring choices it takes to become the person you know deep down you are meant to be.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Rafaela Martins Rodrigues picture
    Rafaela Martins Rodrigues24/06/2020Resenhou um livro
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    Realisticamente Pessimista

    A primeira coisa que preciso deixar claro: não cometa o mesmo erro que, não compre esse livro achando que vai ser algo fofo ou romântico. Eu sei, eu sei, esse poodlezinho e essa cor azul bebê engana... A segunda coisa a ser esclarecida: será uma resenha longa (tenho muitos sentimentos a serem expostos em relação a este livro) e cheissima de spoilers O livro é narrado por diferentes pessoas, então farei da mesma forma, mas antes quero dizer: o livro é extremamente realista, nenhum deles consegue nada de form amilagrosa (aliás, não conseguem quase nada na verdade), tudo que é conquistado (são mais em questões psicológicas) demora anos, meses para conseguirem. Isso é algo muito importante para mim: quantos livros vemos em que as pessoas encontram o amor da vida com um palpitar no coração e elas simplesmente sabem; ou conseguem o emprego desejado rapidamente? Não neste livro, todo o sofrimento da vida adulta é muito bem retratado. O livro envolve uma série de sofrimentos, então vamos neles: 1)Suicídio:Um professor se torna depressivo e suicida após ser atacado brutalmente por um aluno de psicológico instável. Fiquei preocupada que o livro fosse resolver essa questão de uma maneira leviana, em que uma aluna entra em contato com ele após 20 anos com intenção de salvá-lo - como forma de esquecer de seus próprios problemas e dar um sentido à sua vida despedaçada-, ao contrário do que eu esperava, o professor some por metade do livro - após ter uma cris completa por conta da imprudência e falta de capacidade dessa aluna em lidar com um problema deste - e retorna após anos com o brilho nos olhos que antes tinha. Isso, graças a procura de um tratamento psicológico e psiquiátrico adequado recebido em uma clínica. Aliás, esse poodle fofo da capa? ELE SE SUICIDA (é isso que eu mereço por comprar um livro me baseando apenas na capa). SAINDO DA QUESTÃO DO LIVRO POR UM INSTANTE: se você está precisando de ajua ou conhece alguém que precisa, procure ajuda profissional, não pegue uma função que você não é habilitado para cumprir. 2) Vício em drogas/ overdose: eu sei, eu sei, nada leve esse livro. A primeira coisa a ser dita é como todas as problemáticas do livro são tratadas de forma realista e responsável, não sendo diferente com essa questão. Chuck Bass (aliás, esse não é o mesmo nome do cara de gossip girl? fiquei pensando nisso o livro inteiro) é um ex usuário de heroína, tendo entrado em reabilitação para se recuperar e é mostrado no livro como alguém constantemente lutando contra a vontade de usar drogas novamente, mas além disso, como alguém tentando colocar sua vida no lugar: fez faculdade (ficando com dividas estudantis enormes), esta a procura de um emprego, se esforça cotidianamente para ser um bom tio e cuida da sua irmã. Aqui entra a overdose, a irmã dele passa por um caminho diferente com a drogas: tendo parado com elas de forma autônoma (o que imagino que deva ser um dificuldade tremenda), ela volta a usar quando se apaixona por um traficante, vendo isso como forma de ter algo em comum com ele - infelizmente, a história dela acaba com um seringa pendurada em seu braço e o filho a encontrando desacordada na sala. 3) Feminismo/ Machismo [eu sei que da forma que eu coloquei parece que são teorias opostas, MAS NÃO SÃO, queria apenas ressaltar que o feminismo busca a igualdade entre os gêneros, não a sobreposição das mulheres]: Portia Kane se autointitula feminista e, por conta disso, entra em crise constantemente com ela mesma por se submeter a uma posição diminuída em seu casamento: casada com um multimilionário que grava filmes pornôs, ele se aproveita de adolescentes as enganando a participarem de seus filmes, nos quais são extremamente mal pagas e degradadas. Além de ter a profissão mais perfeita desse mundo (sim, machistinhas, estou sendo sarcástica aqui), ele também constantemente trai sua esposa com meninas muito mais novas do que ele (estou falando delas terem uns 20 anos e ele quase 50). E, não menos importante, ele faz com que ela sempre se sinta diminuída: um exemplo é quando ela fala que quer publicar um livro e ele ri dela e a diminui (SPOILER: ELA CONSEGUE NO FINAL, MESMO QUE NÃO OCORRA DA FORMA DESEJADA, ENTÃO TOMA ESSA) 4)Acumuladora: A mãe de Portia é uma acumuladora, não vou me estender muito aqui pela minha falta de conhecimento sobre o assunto (o que tornou ainda mais interessante as partes sobre ela), mas vou descrever o que eu li: a casa dela é uma completa bagunça pela quantidade coisas, ela é obcecada por cada coisa (nada pode ser retirado do lugar ou jogado fora), possui um alto teor de incapacidade de comunicação e compreensão limitada, paranóica (não sai de casa a não ser para ir no mercado, cota a quantidade de carros neste em vários horários do dia para saber quando vai estar mais vazio). Isso torna sua relação com a filha muito limitada, mas ela mostra seu amor da forma que consegue: estocando latinhas de refrigerante porque sabe que a filha gosta. Portia teve que virar uma adulta muito cedo, já que ela precisava cuidar de sua mão com o pai fora de cena. 5) Religião: a mãe do professor possuia uma fé admirável, participando de um convento, tinha muitos sonhos místicos (num sei se seria essa a palavra para este caso) que indicava o que ela devia fazer em sua vida. Seu último objetivo de vida era a certar a relação com o filho e não desistiu disso nem em seus últimos minutos de vida, quando ditou uma carta para ele. No entanto, não foi possível que alcançasse seu alvo: a relação já muito desgastada por conta do conflito de crenças (a falta delas no caso dele) chegou ao estopim durante o tratamento dele no hospital, quando ela disse que aquilo devia ter um sentido programado por Jesus - o filho, então, resolveu excluir ela de sua vida. Então é isso, o livro é bem pesado exatamente por ser muito realista, quando alguma coisa parece que vai dar certo, adivinha, não dá. Apesar de acabar de uma maneira otimista, não é dessa forma que você se sente quando termina ele - a melhor forma de de descrever ele é exatamente como está no título: Realisticamente pessimista.

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    • 4 estrelas67%
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    Matthew Quick

    Matthew Quick era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional, trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita. Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa. Quick é autor de três romances além de O lado bom da vida e Perdão, Leonard Peacock, e recebeu várias críticas elogiosas e importantes menções honrosas, entre as quais destaca-se a do PEN/Hemingway Award.

    51 Livros
    1.122 Seguidores
    New Jersey, Estados Unidos Da América

    Matthew Quick