The Weight of Zero -

    Karen Fortunati

    Delacorte Press
    2016
    402 páginas
    13h 24m
    ISBN-10: 1101938897

    Seventeen-year-old Cath knows Zero is coming for her. Zero, the devastating depression born of Catherine’s bipolar disease, has almost triumphed once, propelling Catherine to her first suicide attempt. With Zero only temporarily restrained by the latest med du jour, time is running out. In an old ballet shoebox, Catherine stockpiles meds, preparing to take her own life when Zero next arrives. But Zero’s return is delayed. Unexpected relationships along with the care of a new psychiatrist start to alter Catherine's perception of her diagnosis. But will this be enough? This is a story of loss and grief and hope and how the many shapes of love – maternal, romantic and platonic – impact a young woman’s struggle with mental illness.

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    Laleska Alves picture
    Laleska Alves13/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Emocionante!

    Como alguém que vive com transtorno bipolar desde a adolescência, muito da trajetória de Catherine Pulaski é familiar pra mim. Eu fiquei surpresa ao ler a nota da autora e descobrir que ela não é bipolar, tamanha a veracidade no modo como ela retratou a condição. Destaco, principalmente, a relação entre ela e a mãe, provocando diversas vezes inevitáveis lágrimas em meus olhos. O sentimento de ser um peso “sentimental e financeiro” por reconhecer como a mãe se desdobra para cuidar da filha e dar a ela um tratamento adequado; o incômodo com toda a vigilância, mas ter consciência de que ela é justificada; a dor e culpa devastadoras que aparecem ao ver a mãe preocupada, cansada, e até mesmo quando está aliviada com algo simples, que deveria ser corriqueiro. Karen Fortunati também descreve com maestria o peso do estigma - a vergonha de falar sobre a condição e o medo da reação alheia, principalmente das pessoas próximas - , o caos próprio da adolescência se misturando à instabilidade da doença, a dificuldade em se aceitar como portadora de uma doença crônica e enxergar o suicídio como única saída possível desse cenário, mas ao mesmo tempo se sentir culpada pela tentativa anterior, o medo constante de um novo episódio, a certeza devastadora de que ele virá, a maneira como estar imersa em uma crise - e em nós mesmas - pode prejudicar nosso olhar sobre o outro e o desconforto em ver “bipolar” sendo tratado como um adjetivo pejorativo… Em relação a este último, fiquei surpresa negativamente com uma passagem, em que Cat pensa como as pessoas que criticava: “It’s slightly OCD, but I like to keep the L’s together”. Na minha opinião, Catherine não é uma personagem particularmente “gostável”, mas ainda assim é possível sentir empatia por ela e torcer por sua recuperação. Indico a leitura do livro, que eu adoraria ter lido na adolescência, e lamento que ele não tenha sido traduzido para o português (pelo menos ainda).

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