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    Jesus Cristo bebia cerveja -

    Afonso Cruz

    Alfaguara
    2016
    384 páginas
    12h 48m
    ISBN-13: 9789896721336
    Português
    3.6
    175 avaliações
    Leram230Lendo12Querem235Relendo1Abandonos6Resenhas18
    Favoritos3Desejados235Avaliaram175

    Uma pequena aldeia alentejana transforma-se em Jerusalém graças ao amor de uma rapariga pela sua avó, cujo maior desejo é visitar a Terra Santa. Um professor paralelo a si mesmo, uma inglesa que dorme dentro de uma baleia, uma rapariga que lê westerns e crê que sua mãe foi substituída pela Virgem Maria são algumas das personagens que compõem uma história comovente e irónica sobre a capacidade de transformação do ser humano e sobre as coisas fundamentais da vida: o amor, o sacrifício e a cerveja. Aclamado pela crítica nacional e internacional, Jesus Cristo bebia cerveja é o romance de consagração de Afonso Cruz. No ano da sua publicação, conheceu também o reconhecimento dos leitores, vencendo o Prémio de Romance do Ano pela revista Time Out e tendo sido eleito o melhor livro do ano pelos leitores do jornal Público.

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    Bookster Pedro Pacifico picture
    Bookster Pedro Pacifico01/03/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Jesus Cristo bebia cerveja, Afonso Cruz – Nota 8/10

    Comprei esse livro totalmente no escuro. Em um primeiro momento, o título me chamou a atenção e quando li a sinopse, achei a ideia do autor bem interessante. Rosa, a protagonista, mora em uma vila do Alentejo, interior de Portugal, e vive para cuidar de sua avó, Antónia. Sua mãe abandonou a família e o pai, deprimido, “pegou uma corda e pendurou-se numa figueira. Foi o mais estranho fruto daquela árvore”. Um dia, Rosa descobre o sonho de vida de sua avó, conhecer Jerusalém, a Terra Santa, mas as difíceis condições de vida das duas e a idade avançada de Antónia elevam esse sonho ao impossível. O professor Borja se apaixona pela garota e não consegue aguentar a tristeza que a acomete por não poder realizar o sonho da avó. Assim, sugere transformar a aldeia em que vivem na própria Jerusalém, como em um cenário de teatro. Borja “acha que todas as geografias se sobrepõem. O sagrado está em todo o lado. Não tanto pelo valor intrínseco, mas pelo valor que lhe damos. Se uma aldeia o Alentejo pode ser Jerusalém, é porque é Jerusalém”. Apesar de ter inicialmente me interessado pelo enredo, o que me agradou mais na obra foi a escrita de Afonso Cruz - o que explica as passagens da obra citadas nessa resenha. Os personagens apresentados ao longo da narrativa também são muito bem construídos e todos, cada um de seu jeito, ajudam Rosa na sua missão. Quando comecei a ler, esperava encontrar um enredo mais linear, ou seja, um romance propriamente dito. Mas, na verdade, a história fica em um segundo plano e o autor constrói uma obra com um carga filosófica maior. Talvez seja por isso que o livro não tenha me prendido tanto. Além disso, é uma obra difícil e reflexiva, que exige mais do leitor, mas que vale a pena ser lida, até para sair um pouco da zona de conforto. Apesar disso, foi bom ter esse primeiro contato com Afonso Cruz, um autor português contemporâneo muito bem conceituado e cujo trabalho pretendo conhecer mais.

    17 curtidas

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