Conhecimento Prático - Literatura N° 68 - A obra viva de Miguel de Cervantes 4 séculos depois

    não informado

    Escala
    2016
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    # Miguel de Cervantes 4 séculos depois: Há obras que sobrevivem ao passar dos séculos, colocando seus autores em um seleto grupo de “imortais” das artes. ‘‘Dom Quixote’’ colocou Miguel de Cervantes entre os autores imortais da literatura mundial. É como se esses autores fossem ‘‘ladrões do tempo’’, que tomam para si um legado para a eternidade. # Manuel Bandeira, poeta e precursor do modernismo. # Ligações perigosas, a sensualidade de um romance atemporal. # Clássico de Roald Dahl, a fantástica fábrica de chocolate, obra-prima infanto juvenil. #Harry Potter e os Vikings, magia adolescente relatada com mitologia nórdica.

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    R .04/01/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Adquiri essa revista por curiosidade em dois livros que quero ler esse ano. O primeiro é o bom e velho cavaleiro da triste figura, quero reler. A edição tem três artigos no tema e projetei como um estímulo extra para minhas pretensões (como se o "Dom Quixote" precisasse, não...). Valeram como percepções novas sobre a obra, que só vem a somar na vontade de reencontrá-la em prazerosos momentos, como foi da primeira vez. Um dos artigos fala da morte de quatro séculos do Cervantes (no ano passado, quando a revista circulou) e enfatiza o termo "ladrão do tempo", baseando-se em um livro de John Boyne. A conotação é para pessoas que ultrapassam o andar normal das coisas (morte e esquecimento) e projetam-se no tempo de maneira imortal e inesquecível por suas realizações. Não gostei do termo, mas decifrou algo que pode se torna um modismo literário. Outro aspecto, específico à obra, é que a segunda parte do Quixote foi motivada por conta de um plágio. Alguém desejou pegar carona na aceitação do cavaleiro e escreveu sem conhecimento do Cervantes, que tratou então de publicar a "verdadeira" segunda parte. Tem também um artigo que faz analogias entre o Quixote, o Pixote (aquele do filme) e Dom Pixote (saca quem assistia Hanna Barbera). Todos evocam algo juvenil, expresso na falta de experiência ou traquejo para o jogo ou situações da vida. "As relações perigosas", de Choderlos de Laclos, é outro livro que me deixou instigado desde a exibição de um seriado ano passado. A história é atemporal e evidencia o caráter interesseiro e manipulador que pode haver na paixão, gerando conflitos, desejos egoístas, vingança e um revés para algo tão impactante quanto os sentimentos iniciais, de maneira irreconhecível. Histórias nesse estilo vivem se repetindo e é irônico que muitas tragédias nasceram de onde se dizia ter muito amor. O artigo faz um paralelo entre a minissérie exibida pela Globo (ambientada nos anos 20), um filme de 1988, com o mesmo nome (vencedor de 3 Oscar, ambientado nos idos de 1700) e outro de 1999 que se passa nos dias atuais (Segundas intenções). A proposta é mostrar o caráter atual da trama. Ressalta-se também que o livro tem caráter mais tenso e assim, por essas e outras, como imaginava, fiquei mais motivado para a leitura. Entre os demais artigos foi interessante também a leitura no que procura entender o despertamento atual pela mitologia nórdica, expressa em séries do "Potter" e "dos anéis", por exemplo. O texto não deixa as coisas muito claras (aproveito e registro que não me afeiçoei ao tecnicismo que marca a revista) e apenas apresentou a mitologia em si, destacando que é menos conhecida que as clássica greco-romana e tem mitos mais difíceis de serem entendidos. Mas e o por quê da sedução? Nas entrelinhas entendi que são fortemente ligadas à magia e esse contato sobrenatural, chamado de xamanismo, em diferentes situações, provoca euforia e êxtase espiritual, físico ou filosófico. Me parece que tem algo de excitação e projeção de felicidade idealizada. O texto não me ajudou a entender mais que isso, porém, foi um começo para minhas dúvidas. Por que será que lembrei das atuais músicas de sucesso na mídia, agora? Engraçado que gosto de folclore, mas a mitologia nórdica não me pegou em suas curiosidades. Mesmo assim vou ler um Potter ou a série só para sacar (ou não entender nada).

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