With remarkable tenderness, John Bayley recreates his passionate love affair with Iris Murdoch--world-renowned writer and philosopher, and his wife of forty-two years--and poignantly describes the dimming of her brilliance due to Alzheimer's disease. Elegy for Iris is a story about the ephemeral beauty of youth and the sobering reality of what it means to grow old
Elegy for Iris -
John Bailey
Edições (1)
Ver maisEstamos falando de íris Murdoch, autora desse marcante O mar, o mar., que lá pelas tantas diz: of course the theatre is essentially a place of hopes and disappointments and in its cyclical life onelives out in a more vivid way the cyclical patterns of the ordinary world. Uma profecia. Para mim, esse é o relato mais importante sobre o tema da demência, e o fato de que alice, alice é sempre o primeiro lembrado (...) mostra em que nível nós estamos... Até porque não é essencialmente um livro sobre Alzheimer mas sobre a vida antes do alzheimer e o quanto dessa vida será possível manter ou resgatar depois, dependendo da criatividade e da memória das pessoas em torno. Mas hoje, pra começar, está difícil até de encontrar simples pessoas em torno... “hot day. Stagnant, humid. By normal English standards, really hot, insufferably hot. Not that England has stan-dards about such things anymore. Global warming, no doubt. But it’s a commonplace about growing old that there seem to be no standards anymore. The dog days. With everything gone to the dogs.” O livro de john bayley irá dialogar com a obra da esposa o tempo todo, quase da mesma forma como era o relacionamento deles. It has stopped raining and the sun is shining, but over most of the sea the sky is a thick leaden grey. The sunny golden rocks stand out against that dark background. What a paradise, I shall never tire of this sea and this sky. (the sea, pag. 62) Relacionamento aliás, onde aliás, as coisas se passam da forma que realmente fará dessas vidas vidas em que a doença será, denpendendo do prisma, mais ou menos irreversível. No meu prisma, menos, porque a vida de iris será rica até quando deixar de ser, como mostra o iris baseado nos livros de bailey sobre a mulher. Porque iris não era nenhuma santa, graças a Deus. E o relacionamento não era modelo de nada, ainda bem. Eram filósofos vivendo sob códigos muito próprios e ao que parece ela mais filósofa do que ele... o que aparentemente não o impediu de ser o parceiro com quem no final das contas ela estará. Há passagens comoventes, justamente por causa disso. Gosto do filme ou melhor dizendo, no filme, primeiro das duas atrizes, uma para a fase hedonista de iris e outra para a fase da doença. A jovem é kate wisnlet e a senhora, judy Dench, acho que é esse o nome, aquela que fez notas sobre um escândalo e fazia a chefe do 007. Grande atriz, alias, mas aqui é kate quem tem a oportunidade de passar a vida de que o livro está impregnado, por conta justamente da juventude intensa, digamos, de iris. Mas mesmo em plena demência, a personalidade da escritora está inteira em suja pujança, o que vem contrariar, dentre outras coisas, a idéia mais macabra que a doença em si de certos médicos que dizem “ela irá abandonando a própria mente, não tem jeito, será assim”. Dementes sao médicos desse tipo, ou aquele tiopo de pessoa – há pessoas que eternizam isso em livros, aqui mesmo no breasil- em que elas, as sãs, as que se sacrificam, escrevem e vendem livros depois para mostrar o quanto são dedicadas, e onde a pessoa doente é uma coadjuvante dessa cuidadora de fibra... Não é o caso de bayley, em nenhum momento é. Ele é sempre uma pessoa comum, sofrida, e a amada é sempre uma pessoa comum, sofrendo também (sim, ela mesma, não ele por causa dela) – mas com direito a belíssimos momentos, por favor, belíssimos.. I remember the first time we did it, nearly forty-five years ago. We were on bicycles then, and there was little traffic on the unimproved road. Nor did we know where the river was exactly; we just thought it must be somewhere there. And with the ardour of comparative youth, we wormed our way through the rank grass and sedge until we almost fell into it. Crouching in the shelter of the reeds, we tore our clothes off and slipped in like water rats. A kingfisher flashed past our noses as we lay sound-lessly in the dark, sluggish current. (elgy, pag 21) Na verdade, irrita um pouco a forma como bayley se anula, não na parte da doença, mas antes. E faz todo sentido pewrguntar o que ela viu nele. E ele achar que nenunca teve mulher como ela. Literariamente, são situações de ilimitada riqueza. Tem a passagem em que ela interrempoe uma leitura e há aquerle suspense – ela está lembrando? – e dolorosa passagem... porque, sobretudo, se tratava da vida dela, quero dizer, dos livros. E o que dizer de iris chorando em desespero por conta da morte? Entre elias caneti e bayley, ela profetizou ao escolher bayley... caneti era só um escritor, bayley era escritor e homem misericordioso. “For me she was a woman without a past, or a present She was looking both absent and displeased. Maybe because of the weather, which was damp and drizzly. Maybe because her bicycle was old and creaky and hard to propel. Maybe because she hadn’t yet met me? Her head was down, as if she were driving on thoughtfully towards some goal, whether emotional or intellectual. I remember a friend saying playfully, perhaps a little maliciously, after she first met Iris, “She is like a little bull.” (elegy pg 60) Em nenhum momento é possível sentir que agora enfim senhor da situação e ela desamparada, ele está se vingando, revelando segredos, até porque não eram segredos, nenhum dos envolvidos pretendia que fosse. A vida dos intelectuais era quase aquela vida libertária mesmo, passe o eufemismo. O mais bacana é que os livros dela permanecem. A maioria dos que leem sequer sabe que a autora passou por tudo isso, que era como era. Sempre a literatura acima dos autores individualmente. O que vale igualmente para o autor de elegy, que, noutro extremo, acabaria também destruindo sua própria obra, se possível fosse, com tanta mansidão.
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