Só é preso quem quer: Bastidores do sistema de punição seletiva chega à 3ª edição para dar uma resposta à população no que diz respeito às deficiências do sistema criminal brasileiro. O autor, Marcelo Cunha de Araújo, não se dirige tão somente ao público jurídico, mas a todos que buscam entender os bastidores da Justiça brasileira. Diariamente, a mídia noticia crimes graves, e, como regra, os parentes das vítimas, ao serem entrevistados, clamam por justiça. Infelizmente, a população já não mais acredita que a justiça será feita, uma vez que, como quase sempre acontece, os ricos permanecem soltos, e os pobres, presos, mesmo que por fatos de pouca ou nenhuma significância. O autor, atento a esses acontecimentos, traz ao público sua visão crítica, fazendo uma incursão perfeita sobre os mais interessantes e diversos temas envolvendo o "mundo do crime", onde o leitor fará um passeio pelo sistema criminal brasileiro, respondendo às indagações de um público que não está acostumado com a linguagem juridiquês. Só é Preso Quem Quer tem o objetivo de levar à compreensão da população, de forma clara e precisa, as mazelas do sistema judiciário brasileiro, mostrando por que ricos e pobres são tratados de forma diferente e por que a Justiça é lenta e injusta. Expõe, assim, como um verdadeiro conhecedor do tema, aquilo que os juristas preferem ocultar. Diferenciais da obra:- Apesar de analisar profundamente diversos aspectos jurídicos do sistema criminal, o autor procura expor as abordagens de forma didática, com linguagem clara e bem-humorada.- É interessante e desenvolta, tanto para profissionais da seara jurídica quanto para pessoas sem essa formação. - O autor traz ao leitor uma visão crítica sobre os temas que envolvem a injustiça criminal brasileira.
Só é preso quem quer - Bastidores do sistema de punição seletiva
Marcelo Cunha
Edições (1)
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Fiquei sabendo sobre o livro pela Internet na época da primeira edição em algum site ou informativo jurídico, já que sou advogado, mas na época eu era estudante. Achei super interessante a proposta e também parecia bem sincera, portanto marquei para ler. Algum tempo depois, em 2013, o encomendei juntamente com outras obras de direito que eu precisava para o curso. Como não era um dos livros da faculdade, comprei por interesse pessoal e acabei não priorizando a leitura, deixando o livro de lado para focar nos estudos e nos livros de prova. Só fui ler mesmo agora, já formado e atuando e digo que ele é o que eu esperava. Com muita sinceridade e senso crítico, o promotor público e autor do livro, expõe o chamado HIPERGARANTISMO PENAL, decorrente da interpretação claramente ideológica esquerdista que grande parte dos juristas brasileiros fazem do Código Penal, Processo Penal e Constituição Federal e que resulta, como todos sabem, em um dos países com a execução penal mais frouxa e leniente que existe, consolidando um estado de constante impunidade e estímulo ao crime com as mais variadas e inacreditáveis interpretações das lei e decisões judiciais em favor dos condenados no Brasil. Mais fácil para um profissional do direito, porém também compreensível para qualquer leitor adulto, o livro é um ótimo documento que explica e esclarece o porque desse estado de coisas, os mecanismos que levam todos a acreditar que o Brasil é o país da impunidade, com leis frouxas, que adora libertar bandidos e que só prende pobres. Até onde sei, é uma das poucas publicações modernas que expõem com sinceridade e abrangência essa faceta da questão penal e prisional brasileira, o que aumenta seu destaque. Tenho a impressão que esse livro inspirou os procuradores federais que investigam os recentes escândalos de corrupção políticos, como a Operação Lava-Jato e afins, até pelas declarações que já vi deles. Aliás, como o livro parou na terceira edição em 2012, portanto antes dessas operações, é também interessante perceber como houve ou está havendo um passo adiante nessas questões, com políticos e grandes empresários sendo pela primeira vez investigados e condenados com mais rigor através de investigações e julgamentos mais eficazes. Seria muito interessante um adendo sobre esse capítulo social do país numa possível futura edição. Talvez o autor só esteja esperando tudo isso passar para escrever uma nova obra. Nota: 8, ÓTIMO. Lido em 20-06-2017 Ribeirão Preto-SP.
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