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    Iracema (Travessias) - Lenda do Ceará

    José de Alencar

    Moderna
    2015
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788516096939
    Português Brasileiro
    3.2
    54 avaliações
    Leram98Lendo3Querem25Relendo1Abandonos8Resenhas10
    Favoritos1Desejados25Avaliaram54

    Em Iracema, José de Alencar criou uma explicação poética para as origens de sua terra natal, daí o subtítulo da obra - Lenda do Ceará. A virgem dos lábios de mel tornou-se símbolo do Ceará, e seu filho, Moacir, nascido de seus amores com o colonizador português Martim, representa o primeiro cearense, fruto da união das duas raças. A obra mescla elementos históricos e fictícios. O guerreiro português Martim Soares Moreno é figura histórica e seu nome está ligado à colonização daquela região. Seu amigo índio Poti também existiu realmente; depois de batizado, recebeu o nome de Felipe Camarão. Já a heroína da história, a índia tabajara Iracema, é fruto da imaginação do autor. O nome Iracema, porém, não parece tão gratuito. Foi criado por Alencar e é um anagrama de América (mudando-se um pouco a ordem das letras, temos o nome do novo continente). Por isso, Iracema pode ser vista como uma representação simbólica da América virgem e inexplorada, conquistada pelo colonizador branco (Martim) e de quem tem um filho. Misturando, portanto, elementos históricos e ficcionais, Alencar criou a história de amor entre Iracema, a virgem tabajara consagrada a Tupã, e Martim, um guerreiro branco inimigo dos tabajaras. Martim é duplamente proibido para Iracema: primeiro, porque ela é consagrada a Tupã e deve permanecer virgem; segundo, porque ele é um inimigo de sua gente. Mas a força do amor é irresistível e Iracema se apaixona pelo inimigo e, por ele, abandona sua tribo e o acompanha. Algum tempo depois, Iracema percebe que Martim não é mais o mesmo, parece distante, melancólico. Ela sente que ele tem saudades de sua terra, talvez até de alguma outra mulher branca. Iracema começa a sofrer. Grávida, tem um filho, Moacir (que em português significa "nascido do meu sofrimento"), enquanto Martim está ausente, lutando em outras regiões. Quando ele regressa, Iracema está muito doente e fraca. Martim cerca-a de carinhos, mas em vão, Iracema não se recupera e morre. Martim, desconsolado, parte com o filho pequeno.

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    Lucas Uchoa picture
    Lucas Uchoa19/02/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A lenda do Ceará

    "Desde então os guerreiros pitiguaras, que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, afastavam-se, com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a jandaia. E foi assim que um dia veio chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro, e os campos onde serpeja o rio*." O romance de José de Alencar, retrata a vida de Iracema a virgem dos lábios de mel, e o seu romance com o guerreiro branco, Martin. A narrativa pode se comparar a alguns eventos históricos como a chegada dos portuguêses, pode ser comparada com o encontro de Iracema e o homem branco desconhecido. O livro é bom, leitura um pouco díficil por conta da linguagem indígena usada na prosa poética que por subjetividade do autor, defende o uso como fundamental para uma literatura nacional.

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.2 / 54
    • 5 estrelas15%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas11%
    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar