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    Eu Servi O Rei da Inglaterra

    Bohumil Hrabal

    Companhia das Letras
    2002
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 8535902732
    Português Brasileiro
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    Ditie é um homem minúsculo com grandes ambições. Às vésperas da Segunda Guerra, trabalha como ajudante de garçom num hotel de Praga e quer fazer fortuna. Adoravelmente ingênuo, Ditie é chamado a prestar serviços às belas garotas de programa do hotel, insatisfeitas sexualmente. Fica tão fascinado com o sexo quanto com a sabedoria do companheiro de trabalho, um garçom que já serviu o rei da Inglaterra. Ditie vai se deixando levar, aproveitando as oportunidades.Casa-se com uma ardente instrutora de ginástica nazista e depois da guerra concretiza o sonho de se tornar dono de um hotel de primeira classe, mas um passado colaboracionista e a instauração do comunismo na Tchecoslováquia atrapalham seus planos. As dificuldades vão levar esse homenzinho a uma compreensão mais ampla de si mesmo e o farão escrever suas memórias - este livro, esta história hilariante e pungente, erótica e profunda.

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    Bohumil Hrabal

    Bohumil Hrabal (1914-1997) é um dos maiores escritores checos do século XX, a par de Jaroslav Hašek, Karel Capek e Milan Kundera. Eterno compincha de caneca erguida nas tabernas de Praga, amigo da boa cerveja e de gatos (a ordem é aleatória), cedo se deixou seduzir pelos encantos da capital checa. Cursou Direito, que nunca exerceu, viveu a ocupação nazi e o estalinismo do pós-guerra, e teve um sem-fim de ofícios, nos quais beberia a inspiração para os seus livros: de ferroviário durante a guerra (Comboios Rigorosamente Vigiados, 1965, adaptado ao cinema em 1967) e prensador de papel (Uma Solidão Demasiado Ruidosa, 1976) a contraregra e telegrafista. As suas obras circularam clandestinamente após a Primavera de Praga, foram banidas e queimadas, e, a par de outros intelectuais, Bohumil Hrabal foi acossado pelo regime comunista e pelos censores do Estado. Distinguiu-se pela publicação de obras como Eu que Servi o Rei de Inglaterra (1971), A Terra Onde o Tempo Parou (1973) e Terno Bárbaro (1973), pelo humor grotesco e irreverente e pela obsessão com o discurso autêntico e pitoresco do seu povo. No seu último dia neste mundo, caiu da janela do quinto andar num hospital de Praga, ao dar de comer aos pombos.

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