PADRE BASÍLIO
(...) E Padre Basílio, voando para detrás do altar, voltou de carabina em punho, ante a igreja alvoroçada na perseguição do bandido. Dizia para quem quisesse ouvir: - O meu Anjo da Guarda é este 38! - Fazia saltar do bolso da batina a massa de uma pistola de precisão. Tantas fez e tantas arranjou , bebendo pinga no próprio cálice consagrado, tomando parte em desafios, cateretês e sururus que um dia veio da arquidiocese a sua suspensão da ordem. Jogou fora a batina e partiu para os garimpos de Mato Grosso (...) in: ANDRADE, Oswald de. Marco Zero - A Revolução Melancólica. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974. pg 88.

