A Arte Invisível ou a Arte do Livro (Artes do Livro #3) -

    Plinio Martins Filho (org.)

    Ateliê Editorial
    2008
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-10: 8574801771
    Português Brasileiro

    Se a impressão é a arte negra, o design do livro pode ser a arte invisível", com esta significativa e inspiradora frase de Richard Hendel o pequeno volume mostra-se grande desde sua abertura. A Arte Invisível é um conjunto de citações de especialistas sobre o design e a edição de livros. O leitor nem sempre pára para pensar a importância das escolhas gráficas e tipográficas, mas é essa preocupação constante que faz um livro ser considerado melhor, mais bonito, fácil de ler, entre outras qualidades, que são indicadas por falas de grandes especialistas no assunto. Plinio Martins Filho é doutor em editoração pela USP e atua no mercado editorial há mais de 35 anos. Foi professor de Editoração na Anhembi Morumbi e leciona no curso de Editoração na ECA-USP. Trabalhou durante dezoito anos na Editora Perspectiva. Atualmente é diretor-presidente da Edusp.

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    MCristina Itokazu10/09/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Pequeno grande livro

    Ontem, quando acabei de ler este livro, sentada a uma das mesas redondas da biblioteca central da ufsc, anotei as suas dimensões: 7,5 x 10 cm (!). Hoje, no blog da Leila Lampe (http://gatopreto.ciberarte.com.br/design/1126/a-arte-invisivel.html), achei uma foto que mostra o que esses números significam... O design de livros é uma arte invisível porque -- como tantos outros ofícios subestimados na nossa cultura -- se for bem feito, passa despercebido. Outra característica que afasta os exibicionistas é que, como diz o Richard Hendel (um dos autores bastante citados no livro), o "design de livro não é uma dessas artes que permitem uma criatividade infinita e irrestrita.” Encontra limites muito bem definidos no acesso do leitor ao conteúdo do livro. No caso do Plínio Martins Filho, parece que foi encolhendo o objeto para servir ao seu conteúdo (citações breves de autores consagrados da área + fotos de livros), sem deixar de pensar no conforto e no prazer do leitor ao manuseá-lo. Foi muito feliz. O exemplar que li me mostrou dois poréns: (1) a etiqueta de catalogação da biblioteca tomou uma porção considerável da capa e (2) foi difícil resistir à tentação de sair com o livro no bolso: cabia tão direitinho...

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