Guerra e Paz (Os Grandes Romances Históricos #21 a 24) - Tomos I, II, III e IV

    Leon Tolstói, Leão Tolstói, Liev Tolstói, Graf Lev Nikolaevich Tolstoy

    Amigos do Livro / Otto Pierre Editores
    1978
    1404 páginas
    1d 22h 48m
    ISBN-13: 9789722333344
    Português Brasileiro

    Guerra e Paz / Trad. anôn. Rev. de matriz: Pedro Reis. Coleção “Os Grandes Romances Históricos”. Rio de Janeiro: Otto Pierre Editores, 1978 [subsidiária da Amigos do Livro de Portugal]. Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos. Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de sempre: "Guerra e Paz". Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.

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    Lude Nunes14/08/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Liev Tolstói = Titã

    Numa cena do filme "Kill Bill Vol. 2" a personagem Ellie Driver comenta: "Eu amo a palavra 'colossal'. Não é uma pena que não tenhamos mais chances de usá-la?" Bem, eis aqui uma boa oportunidade de usar a tal palavrinha. A fama de "Guerra e Paz" o precede: as milhares de páginas, as centenas de personagens... Ainda me lembro de um episódio dos Peanuts que assisti quando era criança, no qual Charlie Brown tinha que ler "Guerra e Paz" para uma de suas disciplinas na escola. O coitado era então obrigado a andar por aí arrastando consigo um calhamaço quase do tamanho dele próprio - e sempre pegando no sono tão logo começava a lê-lo. Anos depois, no colegial, um amigo meu começou a lê-lo e descreveu a experiência como "intensa". Eu associaria esta palavra ao livro dali em diante. "Guerra e Paz" se tornou para mim um Everest da literatura, um empreendimento que exige preparação, fôlego, perseverança e coragem. E tal como a montanha nevada, se me afigurava ameaçador em sua imponência. Não obstante, logo entendi que eu teria de encarar o magnum opus de Tolstói algum dia. Resolvi lê-lo neste meu 25º ano de vida, como uma espécie de rito de passagem entre meu primeiro quarto de século e o próximo. Cumprido o rito, achei por bem escrever esta resenha. "Guerra e Paz" é um daqueles livros que te fazem parar no meio da leitura para olhar para sua capa alguns instantes, embasbacado, perguntando-se como pode ele ser tão bom. É um livro que convida a aplicar adjetivos superlativos, tais como magnífico, genial, assombroso ou o já mencionado colossal, tão amado pela vilã caolha de Tarantino. Enorme também não cai mal - o tamanho não tem como passar despercebido, especialmente quando você estiver procurando uma posição confortável para segurar o calhamaço. Tolstói dá uma contundente aula de descrição, diálogo, caracterização de personagens, condução de tramas e subtramas, etc., daquelas de fazer qualquer escritor de gaveta (como eu) colocar o rabo entre as pernas. Ele consegue discorrer sobre paixonites adolescentes e manobras militares e políticas com a mesma familiaridade. Até agora me pergunto como ele conseguiu falar com tanta propriedade de tantas facetas diferentes da experiência humana numa mesma obra. É como se ele alternasse constantemente entre um telescópio e um microscópio: com um observa o movimento dos corpos celestes no espaço, com outro, estuda as interações dos micro-organismos que vivem numa gota d'água. Tenho para mim que todo leitor que se preze deve passar por "Guerra e Paz" algum dia. Seja para amá-lo, seja para odiá-lo, todos deveriam pelo menos tentar lê-lo. E para aqueles que perseverarem até o fim, não será pequena a recompensa. Sem falar que para estes o conceito de livro grande nunca mais será o mesmo...

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