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    O último Gargalo de Gaia - Distopias, steampunk e dias finais

    Rodrigo Ortiz Vinholo, Mário Bentes, Alexandre de Castro Gomes

    Lendari
    2017
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788569243069
    Português Brasileiro
    4.2
    13 avaliações
    Leram14Lendo0Querem43Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Se há tantos planetas com condições similares às da Terra em todo o Universo, possibilitando, portanto, o surgimento da vida – inclusive da vida inteligente –, onde estão os outros? Tal questão foi seriamente levantada por volta de 1950 pelo físico Enrico Fermi, enquanto discutia com outros cientistas sobre o aparente paradoxo, que veio a ser conhecido como Paradoxo de Fermi. Mais tarde, nos anos 60, o astrônomo Frank Drake propôs uma complexa equação matemática – chamada, posteriormente, de Equação de Drake – que objetivava encontrar um modo de avaliar as possibilidades relacionadas com a existência ou não da vida alienígena. Anos mais tarde, sem que a comunidade científica internacional chegasse a uma conclusão, alguns pesquisadores especularam possíveis soluções ao paradoxo. Um deles, Robin Hanson, propôs que, na verdade, havia algum tipo de obstáculo que impedia, em algum momento, que a vida se desenvolvesse além de um certo estágio – proposição atualmente rotulada de Hipótese do Grande Filtro. Mas qual seria este estágio – ou estágios? Eles realmente existem? Se existem, são naturais? Se são naturais, a Terra precisou superá-los para estarmos aqui? É aí que surge uma outra via: a Hipótese do Gargalo de Gaia. Os pesquisadores desta linha de pensamento acreditam que, na verdade, a própria vida, em seu início, seja tão frágil que as próprias condições instáveis de seus planetas sejam as responsáveis por sua extinção. Há indícios de que Marte e Vênus, por exemplo, tenham sido palcos ideais para a formação da vida, mas hoje não passam de cenários desolados, estéreis e mortos. Mas ninguém garante, afinal, que o último gargalo precise vir, necessariamente, nos primeiros estágios da vida. Ele pode aparecer sem aviso, quando a vida está em plenamente desenvolvida, com seres inteligentes e certos de sua imortalidade enquanto espécie. Mas, ao contrário do que pode parecer, a existência de vida alienígena não é o tema principal de O último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais. Esta obra, na realidade, trata das mil e uma possibilidades de extinção em massa da vida na Terra – seja por motivações naturais, aparentemente naturais ou deliberadamente artificiais. Com diferentes visões, que incluem a apresentação de passados alternativos e suas tecnologias impossíveis, distopias apocalípticas e até mesmo dramas que abordam questões filosóficas, os autores desta antologia de ficção científica trazem para o leitor os diferentes nomes e características dos gargalos que, finalmente, calarão nosso sopro existencial. Até que, outra vez, em outra parte distante do Cosmos, a vida volte a florescer.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Ana Rita Nunes picture
    Ana Rita Nunes30/03/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Como é o livro "O último gargalo de Gaia"

    O livro é uma reunião de contos que tem como propósito contar como seria a Terra em seus dias finais. Formado por 10 contos de autores diferentes, a obra traz distopias interessantes como em "Distúrbios do colapso das Colônias", "Reminiscências do general Vicror Lugones" e "A Terra era azul" e outras bem loucas como em "O brilho da Malva Cristal Negra" e Espelho, espelho meu. Existe um infinito mais infinito que o meu?". Como uma das possibilidades do livro era escrever algo no estilo Steampunk, temos um conto do autor Enéias Tavares que mistura elementos/personagens de sua obra com personagens baseados na cultura indígena. Além dele, também encontramos elementos Steampunk no conto "A estrela de Cão Maior". Outros contos trazem ideias bem originais como no "O arauto e o astro poeta no inicio dos dias finais" que apesar de alguns momentos confusos, traz letras de músicas conhecidas para o seu enredo. O "Veridicto" também traz uma crítica bem bacana sobre o governo e suas manobras. Já o conto "Eu fui" finaliza o livro de forma bem bacana ao mostrar metaforicamente que poderá haver outras histórias, quem sabe? Apesar de alguns tropeços que poderiam ser evitados com uma melhor revisão, o livro "O último gargalo de Gaia" é uma ótima opção para quem curte temas futurísticos e/ou distópicos com uma pitada de realidade.

    6 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 13
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas54%
    • 3 estrelas8%
    • 2 estrelas0%
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    Rodrigo Ortiz Vinholo

    Publicitário, jornalista, professor e escritor, Rodrigo Ortiz Vinholo mora em São Paulo/SP. É autor de diversas obras, incluindo “O casulo de Greta Otto” (2022), "Marinheiro só" (2022), "Pequeno guia de etiqueta on-line para o século XXI" (2023) e “A um passo do bizarro” (2023). No mundo dos quadrinhos, é coautor de "Destinos de Tarot: Dom Quixote” (2021), “OPArt” (2021) e desde 2020 publica a webcomic “Caóticas Neutras” com Mari Rolin no portal Tapas. Vencedor de alguns prêmios, finalista em outros, organizou diversas antologias literárias, e participou de mais de 200 coletâneas de contos, poesias e quadrinhos.

    352 Livros
    37 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Rodrigo Ortiz Vinholo