-um livro para leitores ávidos e insaciáveis- Livro-tentação: comida perfeita. Gula: ótima na relação leitor-leitura. Na Idade Média, entendia-se que a gula carregava consigo uma natureza contaminadora que desviava a atenção do indivíduo, tornando-se substituta das coisas sagradas. Por isso, comer em excesso era pecado. Do privilégio de comer em excesso à escassez de alimento temos um longo percurso. Desde os contos clássicos da tradição oral, compilados por Charles Perrault e pelos Irmãos Grimm, até os escritos por Hans Christian Andersen, o alimento e o ato da devoração estão presentes em muitas histórias. Toma-se, nesta pesquisa, o ato de comer em sua dimensão estética e histórico-cultural, nas mais variadas versões das histórias e nos mais variados contextos, relacionando-os ao tempo e ao espaço de cada narrativa. O estudo transita por metáforas alimentares que pensam o alimento na literatura e a literatura como alimento, por discussões teóricas que tomam o livro literário como atrativo e nutritivo em um percurso histórico da fome e do desejo de comer, do estranhamento, da comensalidade, da devoração cultural e de uma educação alimentar e literária. É um banquete teórico que discute a relação entre texto e imagem, entre o literário e o pedagógico; um banquete que deseja ser excesso, gula, (in)saciedade. O livro destina-se a professores, a alunos de Letras, Pedagogia, Nutrição, Filosofia e Sociologia, a bibliotecários e à comunidade em geral que se interesse por essa fascinante temática: o alimento como uma questão cultural. Coma em excesso e divirta-se com a trilha sonora enquanto degusta cada capítulo.
O alimento na literatura - Uma questão cultural
Daniella Bunn
Rafael Copetti Editor
2016
152 páginas
5h 4m
ISBN-13: 9788567569253
Português Brasileiro
Edições (1)
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