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    Uma Questão de Moral -

    Patricia Highsmith

    Nova Cultural
    1988
    375 páginas
    12h 30m
    ISBN-10: 8571230323
    Português Brasileiro
    3.6
    33 avaliações
    Leram69Lendo2Querem35Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos2Desejados35Avaliaram33

    Em meio a um clima de excessivo puritanismo, um jovem de 18 anos tenta viver a sua sexualidade. Para o olhar sutil de Patrícia Highsmith, uma história sagaz e envolvente, onde a tensão começa nas primeiras linhas e se mantém perene e instigante, mesmo depois de revelado o crime...

    Resenhas (2)Ver mais
    Wanderson picture
    Wanderson18/07/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    UMA QUESTÃO DE PACIÊNCIA

    Deve-se ter muita perseverança para ler este livro de Ms. Highsmith. Se, no começo deste ano, "Carol" proporcionou-me alguns bons momentos de encantamento e despertou-me a vontade de conhecer mais a obra da aclamada autora, "Uma questão de moral" quase me fez desistir da leitura, tamanho o tédio e a superficialidade do enredo. “Um jogo para os vivos” era considerado pela própria Patricia Highsmith o seu pior livro. Sinceramente, mesmo conhecendo pouco a obra highsmithiana, ousaria colocar “Uma questão de moral” no páreo. Praticamente nada funciona bem neste romance, a começar pelo título duvidoso, mesmo no original (“People who knock on the door”). O livro pode ser resumido como a história de Arthur Alderman, um aluno secundarista fascinado por Biologia, que enfrentará diversos percalços familiares principalmente por conta de seu namoro com a insípida Maggie Brewster e pelo fanatismo religioso do seu pai, o vendendor de seguros Richard, e do seu irmão recluso e estranho, Robbie. Além dessa trama central, as subtramas focalizam o primeiro emprego e outros pequenos trabalhos de Arthur, o seu ingresso no curso superior, a sua relação com alguns poucos amigos, enfim, o cotidiano comum de um jovem estadunidense na sua fase de transição ensino médio – universidade, uma temática já enfastiada pelas recorrentes alusões a ela em diferentes artes. Mas essa recorrência não é o problema, na minha opinião. Clichês podem ser bem trabalhados. Nessa obra, todos os conflitos familiares e religiosos, bem como ótimos temas (aborto, conservadorismo, “american way life”...) são tratados de forma rasa, e as personagens perpassam-nos por meio de atitudes maniqueístas que beiram quase o inacreditável. Somam-se a esses problemas as mudanças abruptas de cenário, um recurso muito chato de Highsmith nessa obra; a autora parece preocupada demasiadamente com uma cronologia ininterrupta, que não faz sentido algum "in case". Definitivamente, uma trama subaproveitada, recheada de personagens sem carisma e diálogos pobres. Não “engrena”.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 33
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas21%
    • 1 estrelas0%
    Patricia Highsmith profile picture

    Patricia Highsmith

    Patricia Highsmith foi uma escritora estado-unidense famosa pelos seus <i>thrillers</i> criminais psicológicos. Tornou-se mundialmente famosa por <i>Strangers on a Train</i> (1950), que teve já várias adaptações para cinema, a mais famosa de Alfred Hitchcock em 1951, e pela série Ripliad com a personagem Thomas Ripley. Escreveu também muitas histórias curtas, frequentemente macabras, satíricas ou tingidas de humor negro. Seus livros fogem a classificações e a esquemas tradicionais do romance policial clássico: o que acaba por fascinar seus leitores é menos o mistério a ser resolvido quanto o tanto de profundidade (e perturbação) psicológica com a qual a autora dota seus personagens. Diferentemente do romance policial clássico, a noção de justiça praticamente inexiste em sua obra. Autora de mais de 20 livros, Highsmith recebeu várias distinções, entre elas o prêmio O. Henry Memorial, o Edgar Allan Poe, Le Grand Prix de Littérature Policière e o prêmio da Crime Writer’s Association da Grã-Bretanha. Morreu em 1995, na Suíça.

    204 Livros
    203 Seguidores
    Texas, EUA

    Patricia Highsmith