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    O Ano em que Zumbi Tomou o Rio

    José Eduardo Agualusa

    Gryphus
    2012
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788560610853
    Português Brasileiro
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    Sentir-se na fronteira da identidade cultural, tendo um pé na África, a cabeça em Portugal e os sentimentos no Brasil, assim Agualusa proclama a existência de uma Lusofonia que não quer calar-se. No processo de criação de ''O ano que zumbi tomou o rio'', o autor realizou várias entrevistas em favelas cariocas, um verdadeiro trabalho de campo que culminou na eloquente história que nos é apresentada neste livro. A guerra civil não-declarada, entre o crime organizado e o restante da população carioca, aquece o asfalto. Um antigo coronel do Ministério da Segurança de Estado de Angola, que trocou seu país pelo Brasil, fugindo às armadilhas de um amor feroz e ao tormento da memória, prepara esse dia. Um jornalista mergulha no incêndio dos morros cariocas em busca de respostas e perguntas que poucos se atrevem a colocar. Tudo isto acontece agora. Zumbi, o mítico herói do Quilombo de Palmares, voltou pra tomar o Rio. Esse livro é uma antiga ideia minha. Já há muito tempo que queria escrevê-lo. É de alguma forma uma atualização do mito de Zumbi de Palmares, um negro de origem angolana, que no Século XVII governou durante muitos anos uma república de homens fugidos à escravidão. Este livro é passado na atualidade e é a história de um antigo coronel da segurança de estado de Angola que após 1992 vai para o Rio de Janeiro e começa a vender armas aos traficantes. Pouco a pouco aquilo que é hoje um conflito entre polícias e bandidos começa a ter contornos mais políticos. Na prática é a história de uma sub-violação das populações das favelas vista pelo olhar de dois angolanos, o ex-coronel da segurança de estado e um jornalista. José Eduardo Agualusa

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    José Eduardo Agualusa profile picture

    José Eduardo Agualusa

    Agualusa é um dos mais importantes escritores em língua portuguesa da atualidade. Nascido em Angola, mudou-se ainda jovem para Portugal, para estudar agronomia e silvicultura. Acabou alterando a sua carreira para o jornalismo, passando a colaborar para vários jornais, entre eles o <i>Público</i>. Sua obra foi traduzida para mais de 25 idiomas, e em 2016 foi um dos finalistas do Prêmio Man Booker, pelo romance <i>Teoria geral do esquecimento</i>. É autor de romances, contos, novelas, livros infantis e peças de teatro. Sua estreia ocorreu, em 1988, com <i>A conjura</i>, romance que lhe valeu o Prêmio Sonangol Revelação de Literatura de Angola. Seus livros percorrem muitas realidades, mas estão mais centrados em personagens do que em lugares. Alguns deles são baseados em figuras reais como a poetisa Lídia do Carmo Ferreira (<i>Estação das chuvas</i>) e a rainha Ana de Sousa (<i>A rainha Ginga</i>). Também publicou <i>Nação crioula</i>, vencedor do Grande Prêmio de Literatura RTP, <i>Fronteiras perdidas, Barroco tropical</i>, e <i>O vendedor de passados</i>, que ganhou o Prêmio Independente de Ficção Estrangeira do jornal <i>The Independent</i>. Em 2017, venceu o Dublin Literary e, com o prêmio em dinheiro recebido, pretende instalar uma biblioteca pessoal na Ilha de Moçambique, aberta aos habitantes do local. José Eduardo Agualusa acredita que os livros são um território de pensamento e a literatura é um exercício permanente de colocar-se na pele do outro.

    52 Livros
    151 Seguidores

    José Eduardo Agualusa