“O mito da agulha hipodérmica e a era da propaganda” pesquisa e analisa com profundidade e amplitude fenômeno até agora muito pouco conhecido do público pensador da cultura entre nós e alhures: a reflexão política e o discurso teórico sobre a propaganda, das origens até 1950. Atualmente, a comunicação se tornou fato corrente para praticamente todos os grupos sociais, e não falta quem pretenda conferir ao termo o estatuto de ciência especializada para, com tanto, colaborar com aqueles que desejam melhor intervir na situação. Ocorre que não faz muito o panorama era outro. Houve uma época em que, em vez da comunicação, era a propaganda a categoria hegemônica no que diz respeito à forma de influência social mais presente na consciência do homem moderno. Quer-se aqui mostrar como esse tempo, elaborando teorias originais, ensejou seu próprio pensamento e, indo além, também pôr em questão a obviedade e a evidência em que a comunicação se tornou tanto fora quanto dentro da academia. O estudo da era da propaganda revela que a comunicação, conforme a entendemos hoje, é uma criação histórica muito recente e de alcance relativo, cujo ser, se e enquanto mantiver sua influência sobre nosso pensamento, estará sempre oscilando entre a utopia e a ideologia, jamais será objeto de ciência positiva.
O mito da agulha hipodérmica e a era da propaganda - 12 estudos de arqueologia do pensamento comunicacional
Francisco Rüdiger
Sulina
2015
295 páginas
9h 50m
ISBN-13: 9788520507285
Português Brasileiro
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