Não é para a felicidade - Um guia para as chamadas práticas preliminares

    Dzongsar Jamyang Khyentse

    Dzongsar Jamyang Khyentse/Lúcida Letra
    2017
    231 páginas
    7h 42m
    ISBN-10: B01N6XHVRS
    Português Brasileiro

    Você medita porque deseja sentir-se bem? Ou para ajudar a relaxar e ser “feliz”? Se essas são as suas razões, francamente, de acordo com Dzongsar Khyentse Rinpoche, é bem melhor fazer uma massagem corporal completa do que tentar praticar o Darma. Uma prática espiritual genuína, principalmente o ngondro, ou as assim chamadas práticas preliminares, não proporciona o tipo de conforto e tranquilidade que a maioria das pessoas mundanas deseja, muito pelo contrário. Mas, se o seu objetivo final é a iluminação, a prática de ngondro é essencial, e Não é para a felicidade é o guia perfeito, pois contém tudo aquilo que o praticante precisa para iniciar, inclusive conselhos sobre: - como desenvolver a “mente de renúncia” - disciplina, meditação e sabedoria - como usar a imaginação na prática de visualização - por que é preciso ter um guru

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    Aviner03/12/2017Resenhou um livro
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    Começa bem, mas termina de forma rasa e superficial

    Livro interessante na primeira metade, na qual o autor oferece uma série de análises críticas sobre as posturas equivocadas que os iniciantes do budismo cometem. Ele desmantela nossas expectativas mundanas com relação ao budismo, mostrando que o Dharma de Buda não foi feito para nos trazer felicidades mundanas, mas sim a iluminação espiritual. Na segunda metade o autor adentra nas práticas preliminares (ngondro), que dentro do budismo tibetano consistem em ir "moldando" o iniciante para as práticas mais avanças. Contudo, nesse segundo momento o autor discute uma enorme gama de temas sem aprofundar em nenhum, deixando uma série de lacunas e explicações muito rasas. O budismo tibetano por si só já extremamente estranho à cultura ocidental e o autor, por descrever as práticas de forma tão simplória, acaba deixando margens para uma interpretação equivocada das mesmas. Eu mesmo que já pratiquei o budismo tibetano e tenho um certo conhecimento do mesmo, me vi muito incomodado com a forma que os temas são apresentados. Sem falar na bizarrice em que consistem determinadas práticas. Enfim, livro recomendado apenas para quem tem curiosidade no budismo tibetano e deseja praticá-lo. Aos demais praticantes budistas, principalmente os de outras tradições, recomendo apenas a leitura da primeira metade.

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