Se eu pudesse dizer, sem medo de errar, qual momento da história a humanidade nunca deve esquecer é este: A Revolução Amerinca de 1776. Mais de que nunca, hoje, o mundo precisa de um novo "1776" para que evitemos o "1984" de George Orwell. Tudo começou logo após a Guerra dos 7 anos. O Império Britãnico manteve sua autoridade nos mares e no mundo. Pensaaram que agora poderiam impor sua força como bem quisessem; começou, ainda que com discursos e intenções camufladas, a estabelecer impostos dentro das suas 13 colônias, algo que desde o principio despertou um alerta em muito americanos, assim como em alguns britânicos que desconfiavam das reais intenções de taxar as 13 colônias. Lei do Açucar, Leis de Navegação até o momento mais crítico: a Lei do Selo. Diante de tantas taxas e impostos, o que predominou nas mentes de muitos americanos foi: Os britâncos querem implantar uma tirania. Os impostos, em verdade, não eram absurdos. Eram até justos, mesmo para os padrões da época. Mas as discussões que aconteceram foram que, por de baixo dos panos, havia um interesse sórdido dos britânicos de impor uma tirania através desta sutileza de impostos. Os americanos, entendendo que eram, assim como seus irmãos britânicos, livres, contestaram: o parlamento não tinha direito de taxar as 13 colônias. Mas qual a justificativa? Os Americanos não tinham representantes no parlamento britânico, por isto estava claro nas mentes do povo das 13 colônias que o real interesse dos Ingleses era sombrio e tirânico. Para os americanos, a sua Pátria Mãe queria impor um governo despótico, algo que foi confirmado, ainda em época, quando os britânicos começaram a colocar tropas e navios de guerra de Sua Majestade em território das 13 colônias. Depois disto, a crise foi estabelecida. A Lei do Selo criou mais tensões e agravou a crise. Em 1770, durante uma revolta popular, a casa de um dos governadores foi cercada em protesto contra as Leis Intoleráveis e pressionaram as tropas britânicas ali alocadas. O comandante destas tropas abriu fogo contra a população Civil, episódio da História Americana conhecido como "O Massacre de Boston". Marés de guerra se aproximavam. Diante de toda a situação, em 1774, é formado o Primeiro Congresso Continental, tendo as principais cabeça da época como Samual Adams, John Adams, Thomas Jefferson e Franklin. A pergunta central e muito debatida no Congresso era: "Somos homens livres, ou não?" As hostilidades cresceram. A Inglaterra declarou as 13 colônias em estado de revolta e rebelião, por isso chamaram os patriotas revolucionários, pejorativamente, de "rebeldes". Uma divisão ocorre: Os americanos movidos pela "Causa Gloriosa" das 13 colônias tornaram-se os "patriotas", enquanto aqueles a favor da Inglaterra tornaram-se os "legalistas". 1775 começam as primeiras guerras. Bunker Hill e Concord. George Washington assume o comando das tropas. Ao longo das Guerras de Independencia, os Britânicos venceram muitas batalhas, porém todas com um alto preço: muitas baixas, falta de organização, deixaram os patriotas livres o suficiente para se reorganizarem, last but not least, subestimaram o poder e a força de vontade por liberdade dos americanos. Enquanto os Ingleses lutavam uma guerra convencional dos padrões do século XVIII, os americanos, sabendo que não tinham um exército plenamente profissional, lutaram com novas táticas, especialmente as táticas de guerrilha. Cavaram trincheiras, utilizaram mais a força individual do que o conjunto, algo normal nos padrões de batalha do mundo Moderno. Enquanto isso o Congresso escrevia sua Declaração de Independência. Thomas Jefferson foi designado para tal fim. Em 2 de Julho foi enviada para aprovação. Ratificada, então, em 4 de Julho de 1776, declarando oficialmente a Independência dos Estados Unidos da América. As batalhas continuaram. A Guerra foi aos Estados do sul a partir de 1780. O que era uma Guerra apenas entre irmãos Ingleses, agora tornou-se uma guerra entre nações Européias, visto que França e Espanha, a primeira ressentida da derrota da Guerra dos 7 Anos, a segunda ainda em fúria pela perda da Batalha de Gilbraltar, entraram no conflito ao lado dos Americanos. Os Ingleses, até então, haviam contratado mercenários germânicos. As guerras se estendem até 1781 quando, em 28 de setembro de 1781, em Yorktown, os Americanos, juntos com os Franceses, realizaram uma guerra em terra e naval, cercando Yorktown e deixaram os Ingleses com poucos recursos. Em 19 de Outubro de 1781, os Ingleses se renderam, ainda que isso não significou o fim das hostilidades. A partir de 1782, a Ingleterra assina um acordo de paz e reconhece os Estados Unidos como nação Independente. As discussões sobre a Constituição retomam com maior intensidade. Uma constiuição é estabelecida. Os pais fundadores, principalmente Franklin, realizaram acordos diplomáticos geniais e outras nações reconheceram a independência americana. A constituição americana é aprovada em 1788. Uma nova nação emergiu e junto com ela os desafios. Assim como um filho que sai dos cuidados dos pais precisa fazer o seu melhor para crescer e se desenvolver sozinho, o mesmo aconteceu com os Estados Unidos da América no início de sua República.
The Glorious Cause: The American Revolution, 1763-1789
Robert Middlekauff
Oxford University Press, USA
2005
760 páginas
1d 1h 20m
ISBN-13: 9780195162479
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