Lily Collins é uma atriz hollywoodiana mundialmente famosa, e filha de ninguém mais e ninguém menos do que o cantor Phill Collins, que fez tanto sucesso na década de 1980. E assim como o pai, ela vem mostrando ao longo da sua ainda breve vida, toda a sua versatilidade e talento.
Quem olha para a atriz, vê a mulher delicada e magérrima, com um corpo que muitas mulheres sonham em ter. Mas a verdade é que esse corpo esguio tão almejado, esconde a árdua batalha contra a anorexia e a bulimia. Um dos seus mais impressionantes filmes, “To the bone”, levou a sua realidade da luta contra o distúrbio alimentar para o mundo cinematográfico de forma realista e muito dolorosa. E ninguém melhor do que ela para compreender o que significa uma batalha cruel como essa.
A autobiografia de Lily Collins é tão delicada como ela, e embora explore vários pontos complicados de sua vida como a luta contra o distúrbio alimentar, os relacionamentos tóxicos e a ausência do pai famoso, porém alcóolatra e distante, a narrativa é pautada unicamente no olhar positivo, deixando de lado o mais profundo de cada acontecimento e das reais dores vividas.
Porém, precisamos compreender que esse é um livro que Lily Collins escreve para todas as pessoas, de todas as idades, mas é bem certo que parte da sua escrita está voltada para garotas jovens, e da sua necessidade de adverti-las quanto aos perigos com a distorção da autoimagem.
Sendo assim, é preciso ter esse olhar sobre esse livro, e perceber que essa maneira de querer tirar uma lição de algo ruim, é um bom caminho para falar com os jovens, quando você quer passar a mensagem para que sejam fortes, e busquem se concentrar no que possuem de melhor.
Embora breve, e de não ir tão profundamente nos acontecimentos, é um livro com uma narrativa de transparência, e que consegue passar bem a imagem da garota/mulher que busca ser corajosa e bastante versátil em sua carreira.
E mesmo que você possa pensar que toda essa versatilidade na vida profissional seja algo fácil para alguém que já vem com um sobrenome famoso desde o nascimento, acho que podemos refletir no quanto devemos ser conscientes de nossos talentos, e de não ter medo de ir atrás do que queremos, nem de mudar o rumo da caminhada em algum momento em que uma nova oportunidade aparecer. Afinal, se o não já temos, o que perdemos por tentar?