Cartas de Beirute: - Reflexões de uma mãe e feminista sobre autismo, identidade e os desafios da inclusão

    Ana Nunes

    CRV
    2015
    102 páginas
    3h 24m
    ISBN-10: 8544404243
    Português Brasileiro

    “Cartas de Beirute” é uma coletânea de seis ensaios, que podem ser lidos juntos ou separadamente, na sequência proposta nesta publicação ou na ordem desejada pelo leitor. Apesar de comporem um conjunto, cada artigo se se presta à leitura independente. Em um misto de relato pessoal e comentário social, a autora fala sobre autismo - mas não só sobre isso. As reflexões de “Cartas de Beirute” são de fácil tradução para as experiências de diferentes leitores. Este é um livro sobre diferença, sobre identidade. Sobre luto como estrada para a aceitação. Sobre maternidade. Sobre machismo e sua interseção com capacitismo. Sobre a falácia de que alguns caminhos são “escolhas” das mulheres. Sobre a construção do Outro. E sobre a desconstrução de conceitos que roubam nossa humanidade – e roubam a Humanidade da riqueza das diferenças. Supor que livros produzidos por e sobre uma determinada minoria só dizem respeito a este segmento específico é ignorar o que há de universal em qualquer experiência humana. Perceber que há universalidade em nossas especificidades talvez seja o primeiro passo para o respeito às diferenças. Mas, para perceber, é preciso conhecer - e se dar a conhecer. É preciso romper as barreiras da invisibilidade, do silêncio e da indiferença. É este o exercício que “Cartas de Beirute” propõe ao leitor.

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    Aline Marques06/07/2018Resenhou um livro
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    Um livro para todos! [IG @ousejalivros]

    Ser humano e, portanto, imperfeito, num mundo programado para não tolerar a humanidade é desafiador. Para dizer o mínimo. "Supor que livros produzidos por e sobre uma determinada minoria só dizem respeito a este segmento específico é ignorar o que há de universal em qualquer experiência humana. Perceber que há universalidade em nossas especificidades talvez seja o primeiro passo para o respeito às diferenças." Nesta coletânea de ensaios, Ana Nunes, propõe mais do que reflexões e debates sobre autismo e os seus desafios, conduzindo o leitor por uma jornada empática pelas bases da cidadania, da convivência e do respeito, que garantirá perspectivas sólidas, mas não inflexíveis, sobre a necessidade da desconstrução de conceitos que usurpam a nossa individualidade, como o machismo e o capacitismo, sem imposições ou conflitos. Sua escrita incisiva, as notas de rodapé e as referências bibliográficas, tornam o texto um pouco mais acessível e extremamente indispensável, aproximando-o, com sorte, daquele que menos acredita que deve conhecê-lo. Sutileza pode não ser o forte (tampouco a intenção) de Nunes, mas a sensibilidade domina as páginas e transforma a experiência, de forma ímpar e arrebatadora. A abordagem feminista é precisa e enriquecedora, e a forma como a autora mostra que o reconhecimento de velhos preconceitos e equívocos possibilitam um amanhã mais digno e inclusivo, é um convite para o leitor praticar a mudança que deseja para si e para o mundo. A diversidade não é um erro ou uma fraqueza e, juntos, nós fazemos valer o poder da nossa humanidade. E o direito a ela.

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