Escravos do Ouro -

    Eurípedes Kühl, espírito Van der Goehen

    Lúmen Editorial
    1999
    266 páginas
    8h 52m
    ISBN-10: 8586474312
    Português Brasileiro

    Severo Cantilhão era um próspero fabricante de vinhos na cidade do Porto, em Portugal, no século XVIII. Ao lado da esposa Antônia e dos filhos Henrique, Carlota e Julialva, vivia uma vida tranquila e cercada de amigos influentes da nobreza de Lisboa. Contudo, uma informação sigilosa vinda da colônia mudaria completamente os planos de Severo: descobriram ouro do Brasil!...Muito ouro! O pacato proprietário de vinhedo passa a ser movido por um único sentimento: a ambição. Decide mudar de rumo, ir para o Brasil-colônia buscar ouro, acumular riquezas e fazer fortuna. Utilizando-se das influências políticas, viaja para o Brasil com a função de Procurador Real. Começa, então, uma história que Severo Cantilhão jamais esqueceria. Em terras brasileiras, entra em contato com o espanhol Mendonza e com um personagem de fundamental importância para a descoberta do ouro: o escravo Tangegê. O enredo no Brasil-colônia ganha novo contorno. Entram em cena a presença do plano espiritual no auxílio aos personagens cegos pela cobiça e a busca de liberdade por homens escravizados pelo domínio da força. Um romance que retrata o início do ciclo da mineração no Brasil, no qual o espírito Van der Goehen nos oferece novos ensinamentos espirituais sobre um tema ainda atual em todo o mundo: a libertação dos escravos do ouro.

    Resenhas (2)Ver mais
    Marcos Gonçalves picture
    Marcos Gonçalves09/08/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É uma narração do século XVI que se dá basicamente na então nova colônia de Portugal, Brasil. A história do livro “Escravos do Ouro”, nos mostra quais os caminhos que a ambição desmedida podem direcionar a vida do ser humano. Como a ganância por riqueza imediata cega o homem, fazendo-o abrir mão de valores adquiridos ao longo da vida. Pelo ouro o homem se vende, mata, trai; perde todos os escrúpulos. A história deste livro nos mostra que não devemos desrespeitar as leis da natureza. Que Deus nos permitir explorar da natureza somente o necessário, que Ele conhece do que realmente precisamos. Que tudo tem o seu tempo certo e o que é tirado da natureza de forma indevida no tempo certo a ela será devolvido. Severo Cantilhão com a visão ofuscada pela cobiça e pelo brilho do ouro deixa para trás tudo o que havia conquistado ao longo da vida em busca de uma riqueza relativamente fácil. Zangigi e Tangege mostram amizade e respeito a natureza.E que a verdadeira liberdade é um estado espírito.

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