Mais um grande livro drummondiano
Vida Depois da Vida A morte não existe para os mortos. Os mortos não têm medo da morte desabrochada. Os mortos conquistam a vida, não a lendária, mas a propriamente dita a que perdemos ao nascer. A sem nome sem limite sem rumo (todos os rumos, simultâneos, lhe servem) completo estar-vivo no sem-fim de possíveis acoplados. A morte sabe disto e cala. Só a morte é que sabe. Além deste fortíssimo poema, outro ponto alto do livro é o Quixote e Sancho Pança de Portinari, grande demais para ser reproduzido aqui. Por fim, o lendário poema O homem, as viagens, um recado político e humano frente às ininterruptas colonizações e explorações que os poderosos insistem em manter e empreender. É um livro ousado e excelente, com momentos de desconstrução e reflexão crítica sobre o homem e o mundo, lugares já bastante caminhados na obra do poeta itabirano.

