A Arte De Construir Ruinas

    Adriano Garib

    Poligrafia
    1969
    212 páginas
    7h 4m
    ISBN-13: 9788567962047
    Português Brasileiro

    Primeiro romance do ator, jornalista e ficcionista Adriano Garib, A Arte de Construir Ruínas traz uma narrativa envolvente na qual o autor expõe uma realidade crua, que surpreende, mas também diverte, por um realismo fantástico que se faz notar. No epicentro da história está Angelo, artista com sua obra inacabada, que se arrasta por toda a sua vida, e orbitando ao seu redor estão outros três personagens, Tina, Zilda e Francisco, que junto a Angelo podem ser comparados a um quarteto de cordas. A narrativa é ponto forte desse romance. A cada personagem, não por acaso, é aplicada uma conjunção promominal específica. A parte de Angelo é narrada em terceira pessoa com alternâncias para a primeira; já a de Tina surpreende pela velocidade em que nos é contada, em primeira pessoa, sem qualquer pontuação, simulando o fluxo de pensamento minutos antes de dormir. A terceira, Zilda, segundo o autor, é uma anti-heroína melodramática e vê-se 20 anos de sua vida desenrolar pelas páginas da obra, também narrada em terceira pessoa e com alternâncias para a primeira. Por último temos narrada em terceira pessoa e com alternâncias para a primeira. Por último está Francisco, um senhor acima dos 90 anos em que toda sua jornada é contada em segunda pessoa. Personagem que ganha tamanha ênfase no romance e que chega a despertar a dúvida no leitor sobre quem está no epicentro desta saga.

    Resenhas (1)Ver mais
    Camila Faria picture
    Camila Faria13/04/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Primeiro romance do ator Adriano Garib (de Tropa de Elite 2 e Meu Nome Não é Johnny, entre outros), o livro é dividido em quatro partes, cada uma narrada por um personagem diferente. Angelo é um artista com uma obra inacabada. Tina é a dona do café da esquina. Zilda cuida da pensão e do marido inválido. Francisco, pra lá dos 80 anos, é feirante, consertador de bugigangas, bom homem e bom marido. Essas quatro narrativas se misturam, numa história que combina realismo e fantasia. O autor brinca com os eixos pronominais, alternando entre a primeira, segunda e terceira pessoas, sem aviso prévio. A parte de Tina, por exemplo, é toda narrada em primeira pessoa, sem pontuação, simulando o fluxo de pensamento minutos antes de dormir. A minha parte preferida foi a de Zilda, que narra 20 anos de vida da personagem e tem uma pegada mais realista e crua.

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